Natália vira Natinha, evolui em Barueri e almeja seleção: ‘Se eu não der o meu melhor não tenho chance’

Natália vira Natinha, evolui em Barueri e almeja seleção: ‘Se eu não der o meu melhor não tenho chance’

Bruno Voloch

21 de janeiro de 2019 | 20h15

Natália Araújo, a Natinha, como é conhecida no meio do vôlei, queria ser ponteira e tinha como referência a campeã olímpica Natália Zilio, hoje no Minas.

A xará era inspiração, só que cresceu bem mais: 1,86m.

Natinha não, ficou com 1,65m, mas não desistiu do esporte. A opção então foi em investir na carreira de líbero. E vem dando certo.

O modelo na posição passou a ser Camila Brait, de Osasco.

Assim foi o início de carreira de Natinha, líbero de Barueri, time que desbancou os gigantes Rio e Osasco e terminou o primeiro turno da Superliga apenas atrás de Praia e Minas.

Aos 21 anos, a jogadora vive a segunda temporada sob comando de José Roberto Guimarães. Natinha chama atenção pela coragem e vai ganhando personalidade. E sonha com seleção brasileira.

E ela tem todo direto de sonhar afinal o momento é o mais apropriado e exige mesmo renovação.

O curioso é que nessa entrevista ao blog, Natinha diz que não vê vantagem em trabalhar com a comissão técnica do BRASIL e continua focada no clube. A líbero afirma que os treinos em Barueri estão fazendo a diferença.

Como explicar a ascensão de Barueri na Superliga?

‘Treinamento, essa é palavra chave, treinamos tanto que é impossível dar errado. Treino difícil, jogo fácil’.

Por que Minas e Praia estão liderando a competição com folga?

‘Esses dois times estão com elencos incríveis e muito experientes. A maioria delas disputou a Superliga e com bagagem em campeonatos mundiais. Isso faz toda a diferença’.

Qual a diferença do atual Barueri para o da temporada passada?

‘É um time aguerrido, estamos todas juntas, uma ajudando a outra independente da situação e a palavra chave que disse na primeira resposta é treinamento. Todas damos o máximo nos treinos e jogos e sentir o time junto acaba sendo o diferencial’.

Trabalhar com o técnico José Roberto Guimarães pode facilitar uma eventual convocação pra seleção?

‘Não facilita. Se eu não der o meu melhor não tenho chance. Estou certa disso’.

Nesse processo de renovação que se faz necessário, você acha que teria vez?

‘Creio que existe a possibilidade sim, pois estou dando o meu melhor, treinando firme e bem, almejando no futuro uma convocação para a seleção’.

Qual líbero você considera a mais completa na atualidade?

‘Camila Brait, pois é muito experiente. E claro, não posso esquecer de mim, estou crescendo para minha idade e adquirindo  uma experiência incrível’.

Você se inspirou em alguém ou virou líbero por causa da altura?

‘Antes de ser líbero, era ponteira. Eu me inspirava na Natália Zilio, porém não cresci e aí ou virava líbero ou não ia ter chance. Comecei a me inspirar na Camila Brait, e hoje é um prazer tê-la como adversária, uma realização enorme que alcancei’.

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