Nem tudo que brilha é ouro. Kiraly erra e EUA ficam pelo caminho.

Nem tudo que brilha é ouro. Kiraly erra e EUA ficam pelo caminho.

Bruno Voloch

18 Agosto 2016 | 18h31

Tudo indicava sinal verde e o caminho para a tão sonhada medalha de ouro estava livre. Sem o BRASIL, os Estados Unidos não tinham nenhum adversário de tradição pela frente.

A Sérvia evoluiu, cresceu no cenário internacional, ganhou respeito, mas não teria camisa para vencer o poderoso time norte-americano.

Karsta Lowe of USA

O primeiro set indicava uma vitória tranquila dos Estados Unidos que marcaram 25/20. A contusão da central Akinradewo no segundo set era um indicativo de que as coisas não seriam tão simples assim. Os Estados Unidos perdiam naquele momento uma das melhores opções de ataque e um paredão na rede.

Sem tanta pressão e nitidamente sem responsabilidade em quadra, a Sérvia passou a ganhar confiança nas viradas de bola e viu o jogo de Mihajlovic crescer. A oposta Boskovic veio junto.

Já sem Akirandewo os Estados Unidos não resistiram e sofreram a virada.

Kelly Murphy não funcionava e foi bem substituída por Lowe. Na ponta Kiraly trocou Hill por Robinson.

No quarto ser as alterações até que funcionaram. No tie-break porém o técnico se precipitou. Robinson não segurou a pressão e ainda sim foi mantida no time titular apenas pelo passe.

Karch Kiraly coach of USA

Kiraly queimou cedo demais as 6 substituições e ficou sem opções quando a Sérvia empatou o jogo.

Só Lowe e Adams jogaram no quinto set. Alisha Glass esteve pouco inspirada.

A Sérvia se aproveitou e não desperdiçou a oportunidade quando teve a primeira chance de fechar a partida. Milena Rasic foi fundamental no bloqueio.

Os Estados Unidos vão lamentar por muito tempo a oportunidade desperdiçada.

Silvija Popovic and Brankica Mihajlovic of Serbia celebrate for the final

A Sérvia, que já estava no lucro, agradece a chance de fazer história.