Ninguém é Sesc. Era Rio, que agora é Flamengo, jamais em segundo plano

Ninguém é Sesc. Era Rio, que agora é Flamengo, jamais em segundo plano

Bruno Voloch

17 de julho de 2020 | 19h57

Ninguém é Sesc.

É Flamengo.

A curiosidade entre os torcedores, até então apoiadores do Rio, era saber como seria o desenho com a chegada da parceria. E era óbvio, diante do tamanho do Flamengo que o rubro-negro não ficaria em segundo plano.

E cá entre nós, não poderia mesmo.

Não tem torcida do Sesc. Não tem torcida por empresa.

Das duas uma: times tradicionais que representam cidades como Osasco, Campinas, Barueri e Taubaté, ou clubes na acepção do termo como Pinheiros, Cruzeiro, Minas, Praia e Fluminense.

O antigo Rio perde o apoio de alvinegros, tricolores e vascaínos, mas ganha 42 milhões pelo Brasil afora. Isso se a torcida comprar a briga, algo difícil de prever, ainda mais sem a rivalidade de 20 anos atrás.

Assim sendo o Flamengo dominou a camisa e o antigo patrocinador virou ilustração.

Ficou de bom tamanho.

Landim, presidente, pensa grande e sonha com a volta dos bons tempos, quando o clube, dirigido por Luizomar de Moura, foi campeão da Superliga na temporada 2000/2001.

O dirigente não fez política. Falou o tempo inteiro em Flamengo e é assim que o time deve ser chamado.

A frustração, que se estende ao futebol, fica por conta da indefinição de quando o time poderá contar com seu maior patrimônio: a torcida.

 

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