Nos embalos de sábado à noite, Praia Clube transforma Liberatti em pista de dança

Nos embalos de sábado à noite, Praia Clube transforma Liberatti em pista de dança

Bruno Voloch

21 de dezembro de 2019 | 21h49

Tudo que não mostrou contra o Rio na única derrota do time na Superliga, o Praia Clube jogou contra Osasco.

O técnico Paulo Coco, cobrado, mudou. E para melhor. Barrou a líbero Suelen e efetivou Ananda como titular. Alterações que deram certo. Só que mais determinante que as mudanças, foi a postura e a agressividade do Praia, algo que passou longe na última partida.

Uma aula de bloqueio e saque.

13 no total, 9 só de Pri Daroit, disparada a melhor em quadra. Ela que em tese é banco. Por aí se tem uma dimensão da diferença de qualidade entre os dois elencos. Enquanto um time tem Pri Daroit como reserva de luxo, o outro tem Fernanda Tomé.

E foi Pri Daroit, ainda no primeiro set, responsável pela virada do Praia Clube. Todas as passagens dela pelo saque deram enorme prejuízo ao Osasco fazendo um estrago na recepção. Sem exceção. Não é todo dia que uma jogadora sai de quadra com 9 pontos nesse fundamento. Mais do que todo time de Osasco junto.

O aproveitamento nos contra-ataques também pesou.

Luizomar tentou de tudo.

O desespero foi tão grande que o técnico apelou duas vezes para Tomé e Casanova, inútil como de hábito. O ponto fora da curva foi Bjelica, em noite para ser esquecida. Dá para livrar a cara apenas de Ellen e Jaqueline, nitidamente aborrecida com a inacreditável passividade das companheiras.

Em compensação, as gringas do Praia, Nicolle Fawcett e Martinez fizeram o que delas se espera. 41 pontos de ataque no total.

O Praia apaga a imagem deixada em casa. Assimilou com rapidez o duro e inesperado golpe sofrido devolvendo na mesma medida contra um tradicional adversário.

Osasco sai de quadra devendo. Nem o apaixonado e fanático torcedor foi capaz de perdoar. A torcida é o termômetro do time em quadra.

 

 

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