O despertar de um gigante em Osasco

O despertar de um gigante em Osasco

Bruno Voloch

22 de março de 2016 | 08h48

Bernardinho arriscou. Não mudou a estratégia mesmo sabendo que o adversário na semifinal seria Osasco e optou em jogar a primeira partida fora de casa.

O técnico do Rio porém não contava que Osasco, que andava adormecido, pudesse despertar exatamente no jogo mais importante do campeonato.

E foi o que aconteceu.

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Conforme o blog antecipou, Luizomar de Moura ficou no banco e na função de auxiliar de Jefferson.

http://esportes.estadao.com.br/blogs/bruno-voloch/osasco-define-estrategia-para-a-final-em-time-que-esta-ganhando-nao-se-mexe/

Osasco entrou em quadra com espírito de decisão.

As jogadoras estavam conscientes de que vencer o primeiro jogo da final seria fundamental. O time paulista ‘matou’ Natália, principal peça ofensiva do Rio, que teve que passar e atacar o jogo inteiro. A jogadora sofreu fisicamente, deixou a quadra exausta e sem render o habitual.

A cubana Carcaces, que estava devendo e muito, fez seu melhor jogo em 2 anos e desde que desembarcou no BRASIL. Foram 25 pontos. É bem verdade que Carcaces contou com a ajuda de Dani Lins inspiradíssima.

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Dani é outra que estava devendo. A levantadora se transformou diante do Rio e não lembrou nem de longe a jogadora acomodada e sem brilhantismo da fase de classificação. Dani fez um partidaço e foi decisiva. Confesso que poucas vezes vi uma Dani Lins tão vibrante.

Thaísa e Adenízia idem. Juntas marcaram 14 pontos de bloqueio, 9 de Thaísa. No ataque ambas tiveram aproveitamento acima da média. A dupla assumiu a responsabilidade e assim como Dani Lins jogou com a ‘faca nos dentes’.

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Camila Brait renasceu. A líbero de Osasco esteve ‘irreconhecível’. Jogou muita bola, defendeu como há muito tempo não acontecia e foi fundamental no passe, ou seja, voltou ao normal.

Gabi, Ivna e a belga Lise não acompanharam o ritmo das demais. Gabi joga mais do que mostrou e a belga Lise, sem pressão, rodou bolas importantes, bloqueou Gabi do Rio numa passagem importante da partida e foi regular no saque no tie-break.

A arbitragem foi o lado negativo do jogo.

Caçador, sempre ele, já começou errando na primeira bola quando deu fora um ataque muito dentro de Carcaces. Prejudicou o Rio no terceiro set marcando também fora uma bola de Gabi tão ou mais dentro que a da cubana. Errou ao não marcar invasão de Natália contra Dani Lins e obviamente foi frouxo no aspecto disciplinar com Bernardinho.

Carol foi a jogadora mais regular do Rio.

Sobrou, como de costume, para a levantadora Courtney que saiu no terceiro set e viu do banco Roberta terminar a partida.

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Natália fez o que pode mas não conseguiu sair da armadilha traçada por Osasco.

Gabi foi bem, exceção feita ao tie-break. Monique parecia assustada com a pressão e largou demais para uma oposta.

O Rio não esperava uma postura tão agressiva de Osasco. É lógico que Bernardinho não criou expectativa de ver Osasco passivo como na fase de classificação, mas foi surpreendido com tamanha força de vontade e determinação.

A série está rigorosamente aberta. A diferença é que a pressão mudou de lado. Agora quem não pode errar é o Rio.

 

 

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