O padrão Sesi de qualidade agora em Bauru

O padrão Sesi de qualidade agora em Bauru

Bruno Voloch

27 de novembro de 2019 | 08h06

Foi feio, ou melhor, continua muito feio.

E se não fosse Polina o vexame seria maior.

A pífia atuação de Bauru na derrota para o Rio por 3 a 0 escancara a má fase do time, a dificuldade de comunicação entre as jogadoras e o técnico e a absurda insistência da diretoria em jogar dinheiro fora mantendo Anderson Rodrigues como treinador.

A conclusão que se chega é que a parceria com o Sesi fez Bauru andar para trás em termos de resultados.

A política mudou literalmente o clube do interior paulista. No Sesi nunca houve cobrança por títulos, basta ver o que acontece no masculino com Rubinho e o passado do feminino. Ganhar ou perder não faz a menor diferença.

E Bauru, para decepção daqueles que viram o projeto nascer, surpreendentemente vestiu a camisa e exerce com orgulho esse modelo.

O descomprometimento de parte do grupo é visível. O desconforto da maioria das jogadoras com o técnico salta aos olhos e é absurdamente ignorado pelos gestores que ficam de mão atadas.

Erros administrativos fora de quadra e técnicos dentro de quadra como se viu no Tijuca.

Bauru é um time mal treinado, frágil emocionalmente, sem padrão de jogo e até hoje o torcedor não sabe quem são as titulares. Nem o torcedor, nem ninguém.

O reflexo aparece nas arquibancadas vazias do Panela como na partida contra Barueri.

Anderson não deu liga.

Seria covardia e injusto falar de determinadas atletas que passearam em quadra contra o Rio, até porque todas foram contratadas ou permaneceram com o consentimento dele e aval da diretoria.

Dinheiro, apesar de não aceitar desaforo, nunca foi problema para o Ssei e Bauru apenas aceita passivamente o padrão de qualidade de quem paga a conta.

 

 

Tendências: