O progresso de Barueri e a decadência do Fluminense

O progresso de Barueri e a decadência do Fluminense

Bruno Voloch

29 de outubro de 2020 | 08h29

Seria natural e cômodo falar dos vencedores.

A pauta entretanto não tratará, pelo menos hoje, de Flamengo e Minas.

O que chamou atenção no primeiro dia do Super 8 foi a maneira como Fluminense e Barueri se apresentaram e deixaram Saquarema.

São cenários completamente distintos.

O Flamengo jogou contra ninguém. Perdeu um set porque Bernardinho rodou as jogadoras.

O Fluminense tem a cara do técnico. Aliás, continua com a cara de Hylmer Dias e numa versão piorada. Time mal treinado, perdido taticamente, sem alternativas e carente de soluções. Filosofia ultrapassada e contratações equivocadas com as sobras do mercado. É um projeto completamente estagnado e que não honra com o passado vitorioso do clube no esporte.

E não tem essa de dizer que a questão é financeira até porque o Fluminense se notabilizou em atrasar salários e pagar quando puder.

O maior exemplo é Barueri que fez um partida honesta contra o poderoso Minas, atual campeão brasileiro.

Um clube que tem tanta ou mais dificuldades orçamentárias que o Fluminense. Mas aí entra em quadra, literalmente falando, a mão do técnico. José Roberto Guimarães é do ramo, dispensa apresentações e comparações, o que convenhamos nesse caso seria constrangedor.

Ele perdeu a boa base que montou na temporada passada. A eficiente líbero Nyeme virou realidade.

O treinador apostou em jogadoras jovens, algumas com passagens pelas seleções de base e potencial para crescimento. Nomes como Kênia, Karina, Kisy e Lorrayna. Se vão vingar é outra questão. Mas esse é o caminho, o único na atual conjuntura e Barueri está na direção certa.

 

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: