O que Lages mostrou não é necessariamente o que Renan irá fazer na seleção. Deveria.

O que Lages mostrou não é necessariamente o que Renan irá fazer na seleção. Deveria.

Bruno Voloch

28 de janeiro de 2019 | 09h41

Renan Dal Zotto apareceu. E não podia ser diferente.

As ausências de Sesi e Sesc, onde figuram inúmeros convocáveis, não chegaram a ameaçar a ida do técnico da seleção brasileira até Lages, o que convenhamos seria um absurdo.

A nata do vôlei masculino, conforme se previa ao fim do primeiro turno, acabou não se reunindo em Santa Catarina. Mérito dos surpreendentes Maringá e Minas, esse então superando todas as expectativas.

A expectativa é saber se o que Renan viu servirá para finalmente mudar a cara do BRASIL.

O Minas apresentou Honorato e Felipe Roque. Flávio se firmou. O líbero Maique provou que está no mínimo no mesmo nível de Thales de Taubaté. Os 4 merecem atenção especial.

O mesmo não dá para dizer em relação aos jogadores de Taubaté.

Lucarelli não recuperou a forma. Douglas Souza caiu de rendimento em relação ao nível apresentado no mundial e Lucão continua dono de uma preguiça absurda. No clube nem com o nome joga. E diferente de Lucarelli e Douglas Souza, não pode culpar Castellani.

Tomara que os dois dias em Lages tenham feito Renan desistir de vez de Rodriguinho.

Evandro e Isac respondem como sempre quando chamados.

Se usar a imparcialidade, Renan pode colher frutos inclusive em Maringá, que não chegou por acaso.

Só que o torcedor, farto da mesmice, não deve criar muita esperança, ainda mais sabendo como o esquema funciona internamente com divisão de poder entre a comissão técnica e o ‘senado’, hoje visivelmente enfraquecido sem Lipe e Murilo.

Renan andou negando, inclusive numa entrevista ao próprio blog, mas as atitudes e os resultados em quadra provaram que não.

Agora surge uma nova oportunidade de mudança. O ano sugere renovação com inúmeras competições.