O recado de Lorenne e uma breve reflexão sobre a liberdade de escolha

O recado de Lorenne e uma breve reflexão sobre a liberdade de escolha

Bruno Voloch

09 de novembro de 2019 | 09h26

O título conquistado por Barueri é um alerta.

Precisa ser enxergado como liberdade de escolha e independência. Um chute no comodismo. Recado esse enviado via bola, dentro de quadra e por todos os lados na final paulista.

É discutível no vôlei o tal conceito de liberdade como sendo o direito de agir segundo a própria vontade, ou seja, de acordo com o livre arbítrio. Ser livre é poder escolher entre fazer ou não fazer algo e colocar em prática a própria vontade.

Não são poucas as jogadoras que se deixam levar pela cabeça de determinados empresários que só visam o bolso e não o futuro da atleta. A maioria acaba invariavelmente sendo encaminhada para a proposta mais interessante financeiramente deixando a questão técnica em segundo plano.

Mas escolher é liberdade?

Não.

Se você não pôde conhecer bem e tomar consciência das duas opções, então essa não foi uma escolha livre. Nesse ponto, a escolha, repito, não é livre no sentido mais real da palavra. Elas perdem a oportunidade de conhecer e seguir novos caminhos influenciadas pelos agentes, nem todos, e a conhecida lavagem cerebral.

Encostadas, perdem espaço e tempo. Se limitam a treinar e servir água nos tempos.

Sair e jogar sempre foi a melhor saída.

O resultado obtido por Barueri fez um bem enorme ao vôlei.

O que se escreve aqui não é uma fórmula pronta e nem algo mensurável, mas fato é que Tainara, Maira, Juma, Diana e Lorenne acertaram na decisão que certamente não passou apenas pelos responsáveis por gerenciar suas respectivas carreira.

Não foi uma simples coincidência.

 

 

 

 

 

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