O Rio não é mais aquele.

O Rio não é mais aquele.

Bruno Voloch

26 de fevereiro de 2018 | 08h18

A reação de Monique, jogadora de temperamento tranquilo, na final contra o Minas retrata bem o que é hoje o time do Rio de Janeiro.

No início do segundo set a oposta simplesmente ignorou, deu as costas para Bernardinho e deixou o treinador falando sozinho no tempo.

O conturbado momento político do SESC e a indefinição quanto a continuidade do projeto contribuíram sensivelmente para a derrota no Sul-Americano.

O Rio já dava sinais de instabilidade faz tempo.

O erro da arbitragem no fim do primeiro set desestabilizou completamente o grupo. O mais curioso é que o Rio sempre se caracterizou pelo controle emocional e confiança na hora da decisão.

Chama atenção no Rio a má forma de Juciely que não conseguiu ser a mesma desde que voltou de cirurgia. Drussyla é outra que vem jogando bem abaixo do normal.

Para piorar o Rio não terá muito tempo para se recuperar. O time entra em quadra novamente na terça-feira para enfrentar o Praia, líder da Superliga, em Uberlândia.

Se cair, será a terceira derrota consecutiva para os grandes e deixará o time sem chances de ser primeiro na fase de classificação. O Rio venceu apenas os inexpressivos Gimnasia Y Esgrima, da Argentina, Club Universitario San Simón, da Bolívia, e Regatas Limas, do Peru, durante o período que perdeu duas vezes para o Minas.

É pouco.

 

 

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