O saque na rede e o limite da dignidade para Taubaté

O saque na rede e o limite da dignidade para Taubaté

Bruno Voloch

15 de fevereiro de 2020 | 08h53

Taubaté resistiu muito mais do que se imaginava.

Não passou e talvez nem merecesse mesmo estar na final do Sul-Americano. Aliás, não merecia.

A crise financeira envolvendo jogadores, comissão técnica e prefeitura pode não ter influenciado na motivação para o jogo. E o Cruzeiro, pela rivalidade entre os dois clubes, foi o responsável.

Mas o emocional não estava no lugar.

Também pudera.

Só que foi melhor assim.

Uma vitória na semifinal seria como se o grupo aprovasse a falta de ética e conduta irresponsável dos dirigentes que devem 3 meses de salários.

Que ninguém se iluda.

O saque na rede de Petrus no tie-break, no ponto que deu a vaga ao Cruzeiro com 15/13, pode não ter sido uma ação individual e sim coletiva.

O limite exato da dignidade.

A dignidade é intrínseca. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém. A dignidade não se vende, nem se perde e nem se presenteia.

Fica a lição.

 

 

 

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