Os 100% do favorito Praia Clube

Os 100% do favorito Praia Clube

Bruno Voloch

21 de novembro de 2020 | 10h08

Questionáveis ou não, o Praia é o único time 100% na Superliga. Nos dois naipes.

O que isso significa dizer?

Depende do ponto de vista. Claro que não dá para desprezar a campanha de 4 jogos e 4 vitórias sem perder nenhum set, o diferencial em relação ao Flamengo (1 a menos), Minas e Osasco, todos invictos.

O nível técnico dos adversários vencidos pelo Praia não é lá essas coisas, o que poderia sugerir uma discussão sobre o tema: São José, Brasília, São Caetano e Pinheiros.

São Caetano não vai ganhar de ninguém. Nem do Fluminense. São José pode incomodar. Brasília roubou set do Flamengo e não será surpresa se for ao playoffs. O Pinheiros é aquilo de sempre. Se sustenta pela tradição e ninguém nunca sabe do que é capaz.

O maior mérito talvez tenha sido a seriedade como o Praia vem encarando a temporada.

A perda do estadual pressionou de cara ligou o alerta no clube mais rico do BRASIL. Aquele que mais investiu. A conquista da Supercopa contra o Flamengo amenizou a pressão. Aliás, pressão vai sempre existir. Não tem jeito. O Praia precisará saber conviver com a posição de favorito, seja contra quem for.

Dentro de quadra a boa fase de Suelen e Anne Buijs chamam atenção.

Anne, conhecida pela deficiência no passe, tem se superado, mostrado personalidade e ganhando confiança. A sombra de Michelle faz bem. Mari Paraíba está mais distante, mas não pode ser descartada. Anne não pode vacilar, mas tem se saído bem. Não pelos 4 jogos que o time fez, que no caso dela só servem para aumentar a confiança, e sim pelo aproveitamento nos jogos contra o Flamengo recentemente.

A tendência é o Praia manter 100% pelo menos até a sétima rodada quando pegará o valente Curitiba e o pobre Fluminense. Dois jogos para 3 a 0. Depois, naturalmente, a coisa apertará quando terá Barueri e Osasco, fora e dentro de casa, respectivamente.

De qualquer forma, não dá para menosprezar esses 100%. Na temporada passada, o Praia ficou na frente porque praticamente não perdeu pontos para os chamados pequenos.

Pode parecer pouca coisa, mas não é. Na hora que os grandes se cruzam, começa o perde e ganha e o campeonato se aproxima dos playoffs, os resultados contra os pequenos podem pesar.

 

 

 

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