Os monstros e as cobaias involuntárias na horripilante bolha amarela em Saquarema

Os monstros e as cobaias involuntárias na horripilante bolha amarela em Saquarema

Bruno Voloch

30 de outubro de 2020 | 08h58

Quem inventou a tal bolha em Saquarema jamais deve ter pisado numa quadra de vôlei.

E não é o caso.

Os ‘jênios’ que tocam a CBV, previamente conhecidos, deveriam se envergonhar. A ideia da entidade de pagar a temporada passada e dar mídia aos patrocinadores não era ruim, ainda que o Super 8 não classifique para nada.

Saquarema é um espetáculo.

Centro de primeiro mundo, mas as condições do ginásio escolhido são completamente adversas. Um autêntico forno, sem ventilação e circulação e impróprio para o que exige o momento de pandemia. Desconforto para todos os envolvidos, especialmente as jogadoras.

Isso sem falar na quadra amarela, um horror. Péssima escolha do marketing.

Planejamento zero. Tudo bem que não é o forte dos ‘jênios’. Mas é o mínimo que o cargo exige. Então um time sai de quadra quase uma da manhã e volta no mesmo dia enquanto seu adversário está descansado?

Erros e mais erros, como Bauru e Osasco jogando praticamente com as mesmas cores.

Aliás, uma autêntica pelada.

Jogo de baixíssimo nível técnico decidido por Tandara, novamente a protagonista do atual campeão paulista, e a surpreendente Gabi Cândido, numa aposta ousada de Luizomar de Moura.

Carol Leite fez sua parte do lado de Bauru.

Não comprometeu e foi a menos responsável pelo segundo fracasso consecutivo na temporada. Bauru não muda e não vai mudar. Não enquanto Anderson for o técnico. O time segue totalmente dependente de Polina, visivelmente fora de forma, e Tifanny.

Praia e Curitiba não foi diferente.

O Praia, perigosamente, muito distante do que pode e tem obrigação de jogar. Suou literalmente para vencer um Curitiba valente e que deixou ótima impressão.

 

 

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