Prefeito e o futuro do Vôlei Taubaté: ‘Projeto está consolidado e considero difícil uma ruptura’

Prefeito e o futuro do Vôlei Taubaté: ‘Projeto está consolidado e considero difícil uma ruptura’

Bruno Voloch

19 de novembro de 2020 | 09h41

A relação entre política e esporte é sempre discutível.

Por mais separados que estejam e muitos insistam em dizer que esporte é algo que deve ser independente de política, a história mostra que a relação na prática não funciona assim. E não muda.

Mesmo onde não há certeza dessa relação, a suspeita existe.

O que dá para cravar é que o esporte sempre foi uma ferramenta de fomentação política sim, de transformação e em alguns casos de conquistas, como o Vôlei Taubaté.

O blog conversou com Ortiz Júnior, atual prefeito da cidade. O resultado das urnas, no primeiro turno, trouxe preocupação em relação ao futuro do vôlei.

Nessa entrevista, o dirigente valoriza os títulos contra o Cruzeiro, único rival, e tratou de tranquilizar jogadores, comissão técnica e torcedores, apaixonados, assim como ele, pelo esporte.

Taubaté, atual campeão da Superliga, virou referência e é uma das marcas mais importantes do BRASIL. Atualmente conta com a base da seleção brasileira e quase 20 mil pessoas ligadas diretamente ao projeto.

Qual sua imagem do time atual e do aproveitamento na temporada?

Temos um elenco muito homogêneo, com muitos atletas de mesma qualidade para as várias posições. Desse ponto de vista, nossa melhor temporada. Vencemos duas importantes competições contra nosso principal adversário.

Por enquanto, dentro da sua expectativa?

Essas competições consistiam na meta principal nesse semestre.

A continuidade do projeto está diretamente ligada ao cenário político da cidade? O atual prefeito enxerga alguma ameaça ?

Entendo que os projetos de alto rendimento na cidade, inclusive o Vôlei Taubaté, estão consolidados e incorporados como extensão de uma política pública mais ampla de disseminação do esporte nas escolas integrais e nas comunidades. Hoje temos 18 mil pessoas nos nossos programas dentro ou fora de escolas. É uma política pública tão relevante quanto a saúde, a segurança ou a educação, pois previne e promove inclusão. Considero difícil uma ruptura.

Qual mensagem que passaria para o elenco e comissão técnica?

Agora devemos nos concentrar nos treinos e nos jogos e não podemos dispersar energia com a preocupação da manutenção ou não das políticas públicas voltadas ao esporte. Penso que se tornaram perenes. Não são políticas de governo, mas de Estado, essenciais à redução da violência (temos as menores taxas nos últimos 20 anos) e à promoção da saúde. O alto rendimento é só a última ponta dessa grande engrenagem.

 

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