Presidente e vice da CBV são envolvidos em venda ilegal de material da Olympikus, ex-patrocinadora da seleção brasileira.

Bruno Voloch

20 de março de 2018 | 09h41

Será quente, bem quente, a Assembleia Geral da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, marcada para esta quarta-feira, dia 21, em Saquarema

O clima de desconfiança na administração de Walter Pitombo Laranjeiras cresce a cada dia.

Depois de denunciarem a ‘farra’ nas passagens aéreas, agora as federações suspeitam que o presidente e o vice, Neuri Barbieri, tenham sido favorecidos na venda de material da Olympikus, antiga patrocinadora da CBV.

Tudo começou no torneio masters disputado em novembro de 2016 em Saquarema. Quase 1 milhão de reais teria sido faturado com a venda para esvaziar estoque de mais de 20 mil produtos da Olympikus aos jogadores, familiares e visitantes durante esse período.

A denúncia, como se vê abaixo, partiu do presidente da Federação Gaúcha, Carlos Cimino, e diferente do que as partes declararam para a imprensa após o ‘acordo’ de Maceió, o Ofício  011/18  não foi explicado.

Vale ressaltar que o material é e sempre foi vedado, proibido de ser vendido, e de uso exclusivo das seleções, na época patrocinado pela empresa.

Até bolas da Mikasa também foram vendidas, segundo relato.

O mais grave é que todos os produtos foram comercializados sem nota fiscal. A CBV ainda contratou na ocasião a empresa Pagcenter para facilitar e agilizar as vendas via cartão de crédito.

O blog recebeu ainda a informação de que uma funcionária de Toroca, presidente, de nome Sueli, teria administrado a quantia recebida durante o masters.

‘Todo esse dinheiro foi entregue ao Toroca numa mala pelo Hans, diretor financeiro da CBV em 2016’, quem afirma pede que sua identidade não seja revelada até que a assembleia seja realizada.

A entrada desse capital de fato estranhamente não aparece no balanço de 2017, como pode ser verificado no site da CBV.

Neury Barbieri, vice da CBV e presidente da federação paranaense, esteve perto de executar a mesma operação em Curitiba, segundo as denúncias, mas teria sido descoberto, como parte das conversas abaixo demonstram.

O material da Olympikus segue armazenado na sede da federação.

A maioria dos presidentes de federações já está em Saquarema. Conforme o blog divulgou na semana passada, os presidentes articulam acordo evitar discussões no dia da Assembleia Geral e para fechar qualquer possibilidade dos jogadores e clubes ganharem mais espaço no colégio eleitoral e assim seguirem sendo maioria.

O blog fez contato com a CBV, Olympikus e a Pagcenter para saber o que as empresas falam sobre as novas denúncias contra Toroca e agora Neuri Barbieri.

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