Primeira opção no meio, Carol agarra oportunidade na seleção: ‘Somar e multiplicar sempre’.

Primeira opção no meio, Carol agarra oportunidade na seleção: ‘Somar e multiplicar sempre’.

Bruno Voloch

05 Agosto 2015 | 13h36

Como se diz na gíria, a mineira Carol foi ‘comendo belas beiradas’.
Na seleção é diferente. Carol conversou com o blog.

Aos 24 anos e 1,83m de altura, a jogadora do Rio de Janeiro é hoje uma das melhores bloqueadoras do BRASIL. Virou em pouco tempo realidade na seleção brasileira.

Sincera como poucas atletas no meio do vôlei, ela admite o ótimo momento, não se ilude, agradece a oportunidade e não larga os ensinamentos da família.
Como você encara esse seu atual momento na seleção?
‘Procuro sempre fazer o meu melhor. Respeito muito todas as jogadoras que treinam e estão na seleção. O Grand Prix foi sem duvida uma ótima oportunidade de jogar e mostrar meu valor. Quem me acompanha sabe o quanto eu me dedico no dia a dia e acho que o que está acontecendo é simplesmente fruto de muito treinamento no clube e na seleção’.
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Thaísa e Fabiana, hoje, ainda são titulares indiscutíveis. Como você encontrou seu espaço?
‘Normal. São duas campeãs olímpicas e merecem por tudo que representam na seleção. Como disse, busco humildemente meu espaço aqui dentro. Estar na seleção já é motivo de orgulho. Ser titular um dia seria consequência. Mas tenho noção qual é o meu lugar no momento’.
Mas pelo que eu apurei você é a primeira opção, ou seja, a terceira central.
‘Repito. Estou aqui para dar o meu melhor. O grupo tem ótimas jogadoras como a Adeníza e Juciely e acho uma briga interessante e extremamente leal. Faço o meu sempre da melhor maneira possível. Se isso agrada a comissão técnica fico feliz’.
Por que as jogadoras que jogam no Rio de Janeiro se apresentam em melhores condições?
‘Falo por mim. De fato cheguei muito bem na seleção. O trabalho realizado no clube nos deixa em ótima condição física e técnica’.
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O sonho de disputar uma Olimpíada está próximo de se tornar realidade?
‘Espero que sim. Claro. Penso muito. Sei esperar a minha hora. E se tiver que acontecer ano que vem, que seja. Sou muito nova ainda, mas desejo como nunca disputar uma Olimpíada no BRASIL. Lembro dos ensinamentos dos meus pais e princípios da minha família: Somar e multiplicar sempre’.