Processo de autodestruição e o previsível fim do Pinheiros

Processo de autodestruição e o previsível fim do Pinheiros

Bruno Voloch

10 de março de 2019 | 10h01

Acabou de forma melancólica, ainda que previsível, a Superliga para o Pinheiros.

Eliminado da competição com uma rodada de antecipação, o resultado em quadra foi uma simples consequência da má administração e escolhas precipitadas daqueles que fazem a gestão. O tradicional clube paulista, que participou de todas as edições da Superliga, tinha tudo nas mãos, mas preferiu jogar fora o que construiu na temporada passada.

O time de Milka, Bruna Honório, Vanessa, Lana, Laís, Maira e Bruninha não passou nem perto do rebaixamento e foi sétimo colocado com 31 pontos, 13 a mais que Sérgio Negrão conseguiu.

Aliás, o blog alertou e previu a tragédia assim que o Pinheiros confirmou a chegada do técnico.

O fato é que essas jogadoras apenas se cansaram do pensamento pequeno e a falta de ambição do Pinheiros.

Algo natural.

O lado financeiro pode ter pesado em um caso ou outro, mas de uma maneira geral a debandada era a senha que a diretoria precisava para entender que o caminho estava errado.

Paulo de Tarso não foi brilhante, tinha lá seus defeitos como profissional, mas o time era bem mais competitivo que o atual. Outro erro crasso do Pinheiros. Sem mercado, o técnico, que é funcionário, foi convencido a permanecer e ser assistente de Sérgio Negrão.

Que o Pinheiros não ganharia a Superliga todo mundo sabia, mas daí a lutar para não cair a diferença é enorme. Não se classificar para os playoffs, algo raríssimo na história, é o suficiente para mudar tudo. De cabo a rabo. Isso, claro, num regime profissional onde exista cobrança por resultado, que se espera seja o caso.

Começar do zero é a única saída que resta.

Há males que vêm para o bem.