Protesto de Carol desafia combalida CBV

Protesto de Carol desafia combalida CBV

Bruno Voloch

21 de setembro de 2020 | 11h03

Enfraquecida e desmoralizada, a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, sofreu mais um duro golpe no fim de semana.

As últimas decisões e procedimentos internos envolvendo a atual gestão da entidade levam à crença de que o mau procedimento é a rotina e isto leva à descrença e à desobediência como princípio.

Carol Solberg , que criticou publicamente Jair Bolsonaro, é simplesmente mais um exemplo. Sem se preocupar com as consequências, coloca em risco a parceria da CBV com o principal patrocinador, o Banco do Brasil.

E em ano de renovação.

É bom que se diga, antes de mais nada, que não está em discussão a opção política, direito de cada um.

O que fica provado com esse episódio, é que ninguém respeita o que está escrito no regulamento das competições e é determinado pela CBV.

Isso tudo é reflexo de anos de uma administração caótica e desacreditada.

O presidente Toroca não aparece. A entidade e seus ‘jênios’, liderados por Radamés Lattari e Renato D’Avila, estão apenas pagando o preço de uma gestão passiva, ultrapassada e desacreditada.

Aqueles que defendem o comportamento de Carol acreditam que esta mudança nos costumes é parte da vida contemporânea, algo inevitável e mais inteligente. Enganam-se. Os países econômica e socialmente mais evoluídos não abandonaram as regras mínimas de comportamento, porque elas são necessárias para uma existência em harmonia. E para que isto ocorra é preciso que alguém delas cuide com poder de autoridade, a fim de dissuadir os que não querem adequar-se às regras da vida em comum.

Outra causa, esta mais individual do que coletiva, é o despreparo de algumas autoridades. O poder de mando deve impor-se pelo respeito e não pelo autoritarismo. A autoridade tem o dever de dar o exemplo, é um ônus do cargo.

No caso da CBV o que se passa é o inverso. Infrações legais, éticas ou mesmo às regras de educação, crescem aceleradamente. O descrédito da autoridade é cada vez maior.

O máximo que deverá acontecer é Carol ser advertida.

Duvido que a CBV tenha coragem de ir além disso.

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: