Quando o técnico faz a diferença

Quando o técnico faz a diferença

Bruno Voloch

27 de janeiro de 2019 | 09h37

O time de Taubaté, no papel, é infinitamente superior ao Minas.

Se a gente comparar jogador por jogador, posição por posição, apenas o central Flávio seria titular do outro lado. O líbero Maique talvez brigasse de igual para igual com Thales.

E só.

E não é nenhum menosprezo, afinal Taubaté montou uma verdadeira seleção, mas não tem técnico. Ou melhor, continua sem treinador, porque a permanência de Castellani foi o maior erro do prefeito e do secretário de esportes da cidade.

A conclusão que se chega é que com o devido respeito que Minas mereça, e a grandiosidade do clube mineiro não permite pensar diferente, o time dificilmente ganharia de Taubaté se Nery Tambeiro estivesse do outro lado.

O técnico do Minas fez toda diferença na semifinal da Copa Brasil.

Nery transformou Flávio em realidade e mudou o destino da partida com as entradas de Davy e Piá. Leitura do jogo perfeita, alterações precisas e time nas mãos.

Tudo que Castellani jamais teve em Taubaté em quase 2 anos. A passividade dele impressiona, assim como a fase ruim de Lucarelli e a preguiça de Lucão, outro precipitação da atual diretoria. Lucão só joga na seleção e ainda sim quando quer.

É um grupo tecnicamente fortíssimo, mas totalmente inseguro e sem a menor identificação com o treinador.

O Minas não. Elenco de técnica relativamente questionável, mas onde existe comprometimento, doação, união, equilíbrio e responsabilidade com a história do Minas.

Foi dessa forma que eliminou Sesc e Taubaté e é assim que pretende fazer história contra o Cruzeiro.