Quantidade não é qualidade, Sesi. Minas que o diga.

Quantidade não é qualidade, Sesi. Minas que o diga.

Bruno Voloch

09 Novembro 2017 | 08h32

A vitória convincente do Minas contra o Sesi é mais uma prova que quantidade não é qualidade. O vôlei agradece.

O Sesi gastou novamente uma fortuna para a temporada 2017/18. Jogou nas costas de Marcos Pacheco, agora em Ribeirão Preto, a responsabilidade pelo fracasso na última Superliga. Trocou de técnico.

Rubinho chegou, assumiu o time e sabe o que mudou?

Nada.

Não mudou e não vai mudar porque Rubinho é muito mais marketing, pelo tempo que foi assistente de Bernardinho na seleção, do que qualquer outra coisa. É um treinador no máximo mediano e com passagem razoável por São Bernardo. Só.

O Sesi trouxe os campeões olímpicos William e Lipe, manteve Lucão, que só joga na seleção, e Douglas Souza, sumindo a cada dia. O oposto Alan, esse sim, é uma boa aposta.

Do outro lado o Minas dá um exemplo de administração. Sem metade do poder de investimento do Sesi, o clube mineiro segurou o competente Nery Tambeiro. Ele tem a cara do time.

Flávio e Pétrus chamam atenção não é de hoje. São consistentes e regulares. Cresceram de jogo sob comando de Marlon, levantador experiente e que não perde a classe. Impressionante como os anos passam e Marlon mantém o alto nível.

Contratação pontual.

O cubano Bisset vai se adaptando rapidamente a posição de ponta e o oposto Felipe Roque impressiona pela coragem.

O que faltou na Arena foi torcida. Uma decepção. O time masculino, pelo que vem jogando, merece apoio no mínimo igual ao feminino.

O Minas é quarto colocado com 13 pontos e um jogo a menos que o Sesi, quinto.