Quanto mais alto, maior o tombo. Possível fim do projeto não justifica postura do Sesc no Rio.

Quanto mais alto, maior o tombo. Possível fim do projeto não justifica postura do Sesc no Rio.

Bruno Voloch

07 Março 2018 | 10h21

O vôlei e suas lições. O Sesc vive dias de indefinição com relação a continuidade do projeto. É público e de conhecimento geral que os times feminino e masculino estão ameaçados de extinção.

Vice-líder da Superliga, os homens, assim como as mulheres, também estão dando sinais de que o ambiente pesado tem atrapalhado o rendimento dentro de quadra.

A mais nova lição aconteceu diante Montes Claros. Golpe duro, mas o Sesc deve agradecer. Chega em boa hora. Melhor agora do que nos playoffs.

Fato é que a derrota em casa para Montes Claros por 3 a 1 no mínimo serve para ligar de vez o sinal de alerta. Significa que o time está caindo de produção justamente na fase mais aguda da Superliga.

Vestiu o salto alto, soberba e deixou a humildade no vestiário.

Dançou.

E é bom lembrar  que o adversário atuou sem 3 titulares.

Não por acaso o Sesc passou sufoco contra Minas, Juiz de Fora e Canoas nas últimas partidas.

Dessa vez não teve jeito.

Montes Claros, que fugia do rebaixamento, fez valer a tradição, ignorada pelo Sesc, e se garantiu na elite. Se tivesse tido essa postura antes, os mineiros dificilmente estariam nessas condições e sim entre os 8 que avançam.