Questão de identidade em Bauru e personalidade em Osasco.

Questão de identidade em Bauru e personalidade em Osasco.

Bruno Voloch

26 Janeiro 2019 | 10h26

Anderson Rodrigues, técnico de Bauru, é o responsável pela autêntica gangorra que o time vive na Superliga.

É incrível como até agora, com duas rodadas do returno disputadas, o treinador não conseguiu definir as ponteiras titulares. E é justamente o entra e sai interminável que impede Bauru descobrir a verdadeira identidade.

Ninguém, nem ele, sabe quem são as duas. Insegurança para quem joga e para quem está fora.

Uma autêntica salada que envolve Palácio, Gabi, Vanessa e Tifanny, essa para variar salvando a pele dele como aconteceu novamente diante de Osasco.

Ainda assim, o que é bom apenas para o torcedor que se ilude, o time ganhou de Osasco por 3 a 2. Para quem vê de fora fica a falsa imagem que as alterações foram pontuais. Ledo engano.

Bauru não tem identidade e não terá com Anderson.

E por falar em identidade, Osasco busca resgatar a sua. A evolução de Hooker será determinante nesse processo e a norte-americana tem respondido satisfatoriamente.

Acontece que sozinha será difícil. Mari Paraíba precisa ajudar e Leyva se apresentar. Aí não é questão de identidade e sim personalidade, no caso delas.

O resultado em Bauru seria outro caso Walewska tivesse no bloqueio o mesmo aproveitamento que teve no ataque. Uma jogadora do nível dela não pode sair de um jogo de 5 sets zerada no fundamento.

Valquíria, sozinha, fez quase o mesmo número de pontos que todo o time de Osasco. Com Natasha em quadra a história foi outra.