Recuperar o time fisicamente é o maior desafio do Praia Clube

Recuperar o time fisicamente é o maior desafio do Praia Clube

Bruno Voloch

03 de fevereiro de 2019 | 10h26

Vice de novo na Copa Brasil, o Praia não pode e não deve se abater com a derrota em Gramado.

O clube é o atual campeão da Superliga, ainda lidera a competição e perdeu para um time que talvez seja hoje o único mesmo capaz de vencê-lo.

Reconhecer a superioridade momentânea do Minas é o primeiro passo para reagir, afinal não foi por acaso que o Praia caiu no estadual, ficou atrás do rival no mundial da China e agora na Copa Brasil.

3 vitórias seguidas do Minas contando com o turno da Superliga.

A questão do Praia, aparentemente, é muito mais física do que técnica.

O Minas mostrou na Copa Brasil que está mais inteiro e as peças de reposição funcionam. No Praia não. Paula Borgo e Michelle, por exemplo, nunca resolveram nada.

Ellen não teve mais chance e antes que alguém coloque a derrota na conta de Rosamaria, a ponta do Praia, só agora efetivada, está longe de ser responsabilizada.

E mais. A sequência de jogos não serve como justificativa para o suposto desgaste do time.

Aliás, não é de hoje que o Praia se enrola internamente. Historicamente as jogadoras sofrem com lesões, problema esse que foi minimizado mas não totalmente resolvido desde a chegada de Paulo Coco.

Fabina, Carli, Carol e Garay, ou seja, mais da metade do time, e não é uma simples coincidência.

A dificuldade do time nas últimas rodadas da Superliga, quando o time quase tropeçou jogando desfalcado e a semifinal apertada contra Bauru já evidenciavam novo vice para o Praia.

Recolocar o Praia na ponta dos cascos e recuperar as titulares fisicamente deveriam ser prioridade no Praia, mesmo que custe a liderança da Superliga.