Renan não pode e não mexe com Bruno, só que Thales pode gerar crise no ‘Senado’.

Renan não pode e não mexe com Bruno, só que Thales pode gerar crise no ‘Senado’.

Bruno Voloch

08 Junho 2018 | 15h17

Se William é passivo, adota a postura de ‘bom moço’ e se acomoda com a reserva, Bruno agradece.

Bruno e principalmente Renan, que voltou com o levantador titular contra Rússia apesar do ótimo jogo de William diante dos Estados Unidos.

Será sempre assim. Isso não muda.

Mudar esse script traria consequências sérias para a comissão técnica e William é peça importante nesse cenário porque tem o perfil ideal para seguir no grupo.

O que Renan não esperava é que fosse tão gritante a diferença de rendimento da seleção com Thales e Murilo. Isso ficou evidenciado na fácil vitória diante da Rússia por 3 a 1.

O aproveitamento de Thales no passe e na defesa é bem superior se comparado aos números de Murilo.

Só que Murilo tem o que Thales jamais terá: prestígio.

Efetivar Thales é algo inimaginável dentro do desenho político atual da seleção. Ele que não se iluda. Acontece que o caso dos líberos é bem diferente da situação envolvendo os levantadores.

Se botar Thales para jogar, vai ficar feio para Renan.

Se não botar Thales para jogar, fica mais feio ainda para Renan internamente com os ‘senadores’.

Ele que se vire.