Rio tem memória curta e não é justo Roberta pagar o pato

Rio tem memória curta e não é justo Roberta pagar o pato

Bruno Voloch

04 de abril de 2019 | 09h37

Roberta está deixando o Rio.

Após 9 anos vestindo a camisa do time, a levantadora, segundo o blog apurou, não terá o contrato renovado. Quem chega para assumir a posição é a experiente Fabíola, escolhida por Bernardinho.

Roberta não é a culpada pelo fracasso do Rio na temporada e o vexame de ter ficado fora das semifinais.

Mas a decisão de não permanecer com a jogadora sugere que a atleta foi a responsável. Ela não fez uma boa temporada, mas existe uma grande diferença entre não ter jogado bem e ter sido decisiva na eliminação do time.

Não.

Roberta erra ou errou como qualquer outra jogadora, mas erro maior foi da comissão técnica nas escolhas precipitadas, estrangeira equivocada, líbero que não é líbero, na demora em recuperar Drussyla e no time que não andou e se mostrou mal fisicamente.

É óbvio que o clube tem todo direito, afinal paga a conta, de contratar e dispensar quem bem entender. Faz parte do jogo, literalmente.

Se foi feita justiça ou não, tema discutível quando envolve a comissão técnica em questão, só o tempo dirá. O que dá para afirmar é que o Rio tem memória curta.

Foi Roberta, a mesma, que mudou os rumos da Superliga 2015/16 ao substituir Courtney Thompson durante os playoffs contra Osasco. Ou alguém esquece?

Esse mês ela completa 29 anos e mais madura, certamente chegará a conclusão que episódios como esse só servirão de incentivo para a sequência de sua carreira.

 

 

 

 

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