São grandes as chances do Praia, favorito, tremer no Rio domingo.

São grandes as chances do Praia, favorito, tremer no Rio domingo.

Bruno Voloch

13 de abril de 2018 | 09h41

Mudou pouca coisa ou quase nada.

A responsabilidade continua do Praia na decisão da Superliga. É o time que fez a melhor campanha, maior orçamento e tem o direito de jogar o segundo jogo em casa.

A questão continua sendo exatamente a mesma que quase tirou o Praia da final.

Emocional. Nada confiável.

Se algumas jogadoras já sentiram os jogos contra Osasco, dá para imaginar como elas irão se comportar diante do Rio e principalmente de Bernardinho. Sim, porque o ex-técnico da seleção faz muita diferença.

Primeiro porque apita o jogo e segundo porque conhece praticamente todas elas. A maioria já trabalhou no Rio. Bernardinho conhece os pontos fortes, quando existem, e fracos. E melhor, sabe muito bem como explorar.

Walewska e Fabiana são as únicas, aparentemente, inatingíveis. Garay é rodada, nunca trabalhou com ele, mas costuma dar uma encolhida de braço em decisão.

O perigo está em Fawcett, Amanda e Claudinha, as duas últimas podem estar com os dias contados no Praia por causa das contratações de Fabíola e Rosamaria.

Fato é que as 3 correm sério risco de entregar. Claudinha nem tanto. Anda mais equilibrada.

Paulo Coco não tem banco nesse caso porque Carla não segura e Ellen foi deixada de lado numa hora em que o time pode precisar dela. O resto não conta. Talvez Ananda possa ajudar.

O Rio não.

Ver o Praia ao invés de Osasco na decisão era tudo que a comissão técnica queria.

Se perder será na bola.

É um grupo que tem muita personalidade, confiança nos momentos de adversidade e acostumado a pressão. Não treme. A única diferença em relação aos últimos anos é que o mando de quadra está com o adversário. Mas até aí o segundo jogo numa final é novidade para os dois lados.

 

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