Serginho, líbero da seleção, diz que BRASIL não é mais o melhor do mundo e que Bernardinho não é o único culpado pelo fracasso na Liga Mundial

Serginho, líbero da seleção, diz que BRASIL não é mais o melhor do mundo e que Bernardinho não é o único culpado pelo fracasso na Liga Mundial

Bruno Voloch

17 de agosto de 2015 | 07h47

Ele é uma das raras unanimidades na atual seleção brasileira.

A coragem, que falta para boa parte do grupo, ele tem de sobra.

Serginho é o líbero que soma mais títulos na história do vôlei mundial com um ouro olímpico, duas Copas do Mundo e sete Ligas Mundiais.

Perto de completar 40 anos, o jogador vende personalidade, não se deixa influenciar e tem opinião própria, algo cada vez mais raro.

O jogador aproveitou o fim de semana de folga para conversar com o blog.

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Serginho fala do fracasso da seleção na Liga Mundial, deixa no ar possibilidades de mudança, mas diz que Bernardinho não é o único culpado.

O líbero deixa claro que o BRASIL não é mais o melhor do mundo.

Ele comenta a ausência da seleção brasileira na Copa do Mundo e não teme a pressão de jogar uma Olimpíada em casa, pelo contrário, afirma que ‘sem pressão não tem graça’.

Como o grupo reagiu a eliminação na Liga Mundial e voltou aos treinos após o fracasso na competição?

‘O grupo ficou muito triste e estava muito focado na Liga Mundial. Não era efetivamente o que a gente esperava. Quanto aos treinos voltamos com a sensação ruim de não termos alcançado o objetivo e nos cobrando bem mais. Estamos encarando a coisa com muito mais seriedade’.

A França mereceu o título?

‘Sim. Eles erraram pouco, mostraram muito volume de jogo e defesa. Foram extremamente regulares. O que mais me surpreendeu porém foi a presença da Sérvia na final. Não esperava mesmo’.

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O BRASIL perdeu o status de melhor seleção do mundo?

‘A realidade é que hoje o BRASIL não é mais o melhor do mundo. Tem um bolo de seleções e estamos juntos com França, Polônia, Itália, Estados Unidos e Rússia. Essas equipes podem se alternar nas primeiras colocações daqui pra frente. Hoje o BRASIL não é mais a melhor seleção’.

E a sua volta como foi? Alguma sensação diferente?

‘Foi muito bom. Todos me receberam de braços abertos, o respeito que deixei na seleção aumentou. Os jogadores me pedem conselhos. Estou muito feliz, me dedicando cada dia mais, sempre buscando o máximo que estiver ao meu alcance e dando minha vida pela seleção’.

A seleção por já estar classificada para a Olimpíada não jogará a Copa do Mundo. Isso é prejudicial? Os amistosos contra Canadá, Estados Unidos e França esse mês serão suficientes?

‘Não foi bom ter ficado de fora da Copa do Mundo. A gente gosta de jogar esse torneio, mas hoje o que podemos é fazer são amistosos, então temos que aproveitar ao máximo essas partidas e tentar terminar bem essa temporada’.

E a tal pressão de jogar em casa? Existe? Atrapalha?

Pressão existe. A seleção sempre viveu assim e agora não está sendo diferente. A cobrança em relação aos resultados é muito grande especialmente pelo fato da seleção masculina ter ficado sempre no lugar mais alto do pódio durante esses anos. A gente está acostumado. Sem pressão não tem graça.

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A possível saída do Bernardinho, comentada nos bastidores, seria uma alternativa para o BRASIL retomar o caminho das vitórias?

‘O Bernardo não é o único culpado pelo fracasso na Liga Mundial. Todos nós erramos e a conta precisa ser dividida. Cada um tem sua parcela de culpa’.

 

 

 

 

 

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