Sesc não é nada. Rombo é muito maior e saída, com atual gestão da CBV, é o aeroporto

Sesc não é nada. Rombo é muito maior e saída, com atual gestão da CBV, é o aeroporto

Bruno Voloch

22 de fevereiro de 2020 | 09h46

O anúncio do fim das atividades do Sesc não é nada.

É só um filme que já vimos e cansamos de assistir no BRASIL. Outras reprises virão, e convenhamos não vai fazer falta nenhuma.

A empresa é mais uma entre tantas outras que caiu de paraquedas no vôlei, nunca foi referência, não será e não deixa nenhum legado. Pelo contrário. O que o Sesc deixa é uma imagem irresponsável, incrível falta de sensibilidade e total desrespeito com os profissionais envolvidos, especialmente Giovane Gávio, afinal não faria diferença alguma anunciar o encerramento da parceira agora ou depois do campeonato.

Isso explica a filosofia de pensamento aliada ao Sesi, onde não existe preocupação e cobrança com vitórias e títulos, tanto faz ganhar ou perder.

O Sesc sai de cena e não deixa saudade. Não revelou ninguém e não ganhou nada. Esse papo de ‘dedicar esforços ao esporte de cunho socioeducativo’ é balela, conversa para boi dormir.

Giovane que não caia nessa. O técnico deve procurar novos ares.

A discussão vai muito além.

O RJX, de Eike Batista, e o Botafogo, isso buscando apenas dois exemplos, são os caloteiros mais recentes do estado. Aventureiros que dão a cara da gestão atual da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, mais do que conivente com os fatos.

Dos 12 times que jogam a Superliga, 11 agora, só dois, isso mesmo, 2, são confiáveis e clubes seguros: Cruzeiro e Minas.

Todos os outros, sem exceção, podem de uma hora para outra arriar as portas.

O caso de Taubaté, amplamente noticiado pelo blog, é o maior exemplo. Em crise, devendo 3 meses e estamos falando do atual campeão. Campinas todo ano é o mesmo sofrimento, o Sesi irá reduzir os custos e os demais não sabem se terão orçamento para 2021, entre eles Maringá e Montes Claros, que assumiram publicamente suas respectivas dívidas.

Carumuru, caloteiro assumido, só joga sob a atual gestão da CBV. Em qualquer lugar do mundo nem pisaria em quadra.

Os clubes no entanto são os maiores culpados e os jogadores as vítimas. A classe desunida e passiva tem relativa responsabilidade.

Fato é que enquanto viverem subordinados aos caprichos dos dirigentes da CBV vão viver essa eterna insegurança. Já passou da hora do grito de liberdade.

Virar as costas, assumir que não dá mais, usar uma nova identidade e fazer igual ao basquete, criar a NBB deles. Esse é hoje a única saída para os clubes.

A dos jogadores voltará a ser o aeroporto.

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: