Sesi profissional, Sesc amador

Sesi profissional, Sesc amador

Bruno Voloch

07 de abril de 2019 | 09h33

A previsível derrota do Sesc para o Sesi por 3 a 0 vai muito além do que aconteceu dentro de quadra.

O Sesc perdeu e pior, não pode cobrar nada.

A comissão técnica e os dirigentes, por causa da campanha abaixo do esperado, foram obrigados a mudar de estratégia e entraram no mercado antes do previsto.

Dá para discutir se foram profissionais, mas soa falta de ética montar o time da próxima temporada com o campeonato ainda em andamento. Os envolvidos vão alegar, e não estão errados, que pensaram no futuro do projeto.

O mesmo pensamento não é compartilhado por aqueles que não terão seus contratos renovados.

Pode ter faltado bom senso e malandragem, o que explicaria como o time se perdeu durante a competição e a visível instabilidade dentro de quadra.

O pior é que esse procedimento é normal, o que não significa dizer que seja o ideal e aceitável. Só que a maioria age assim.

O Sesi, curiosamente, não.

É o único que se mantém calado. Não diz que sim, nem que não. O Sesi não é nenhum modelo de gestão, mas desde a abertura do mercado adotou uma postura elogiável.