Sheilla volta à seleção e reconhece: ‘Hoje os Estados Unidos são superiores, mas vamos equilibrar até a Olimpíada’.

Sheilla volta à seleção e reconhece: ‘Hoje os Estados Unidos são superiores, mas vamos equilibrar até a Olimpíada’.

Bruno Voloch

18 de agosto de 2015 | 08h34

A seleção brasileira feminina já está em Maceió.

O BRASIL realiza essa semana dois amistosos contra a Bulgária, dias 19 e 20, como parte da preparação para o campeonato Sul-Americano. A competição acontecerá no fim de setembro, na Colômbia.

A seleção já terá uma cara diferente. Está mais encorpada e sem espaço para tantos testes como no Grand Prix e no Pan.

Os jogos irão marcar os retornos de Sheilla e Fabiana, bicampeãs olímpicas, que ainda não atuaram em 2015.

No fim do mês, no Rio de Janeiro, BRASIL, Bulgária, Alemanha e Holanda disputam um quadrangular.

O blog conversou com Sheilla, uma das estrelas da seleção. Sheilla falou da ansiedade em jogar sua primeira partida na temporada, da superioridade dos Estados Unidos e da ausência do BRASIL na Copa do Mundo.

ARACAJU_VIRTUAL_Sheila Volei

Como está sendo esse seu retorno à seleção ? Existe ainda ansiedade após 2 ouros olímpicos ?
‘Esse foi um dos retornos menos “dolorosos” dos últimos anos. Embora tenha tido férias, não descuidei da parte física, pelo contrário, fiz um treinamento intensivo e isso acabou ajudando e muito no retorno. Quanto a ansiedade, apenas uma ansiedade normal de querer jogar bem e fazer o melhor pelo Brasil.

Como você viu os últimos resultados da seleção?  Sempre vitória dos Estados Unidos.  Isso preocupa?  A seleção norte-americana realmente evoluiu?
‘Hoje elas estão superiores ao BRASIL, mas isso não quer dizer que irá ser assim para sempre. O time norte-americano está nos estudando faz tempo para conseguir quebrar nossa hegemonia. Vamos correr atrás e crescer de produção até a Olimpíada. Podemos equilibrar essa batalha.

USA-voleibol
Não jogar a Copa do Mundo é  prejudicial para o BRASIL?
‘É uma competição classificatória para a Olimpíada e não seria justo participarmos já estando com a vaga garantida. Ano que vem, antes dos jogos olímpicos, ainda teremos o Grand Prix’.

Sheilla

Você ganhou praticamente tudo na seleção adulta e na base. Hoje vemos uma realidade diferente e a seleção infanto-juvenil por exemplo sendo eliminada nas oitavas de final. Preocupante?
‘O trabalho na base é para formação de jogadoras, não para ir em busca de títulos. Esse trabalho sendo bem feito os títulos virão na seleção principal, o que é mais importante’.

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