Só deu BRASIL porque era o Cruzeiro

Só deu BRASIL porque era o Cruzeiro

Bruno Voloch

03 de março de 2019 | 08h59

É admirável a capacidade do Cruzeiro de se reinventar.

Mudam-se as peças, mas o espírito e o DNA são rigorosamente os mesmos desde a criação desse que é o time mais vencedor da história do vôlei brasileiro e agora também sul-americano.

A sexta conquista, quarta seguida, coloca o Cruzeiro na galeria daqueles que mais ganharam o torneio continental. Marca essa que não será batida tão cedo.

Título que na verdade foi conquistado na véspera quando os brasileiros ganharam do Obras, da Argentina, por 3 a 2 numa virada épica na Arena Minas. Ali terminava o sul-americano. Não importava quem viesse pela frente. O UPCN foi derrotado na final por 3 a 1 como qualquer outro seria.

E só deu BRASIL porque foi o Cruzeiro.

Nenhum outro time do brasileiro seria capaz de sair de tamanha adversidade. Não porque Cruzeiro só existe um.

Não dá para dizer que esse atual seja mais forte do que aquele de Leal, Simon e Uriarte. Talvez não. Ainda. Mas não fica assim tão atrás como a maioria sugeriu. Os resultados na Superliga, onde é vice-líder com 1 jogo a menos, insistem em provar que a distância para os principais rivais diminuiu, mas é o Cruzeiro que continua ganhando tudo que tem representatividade.

O que dá para afirmar sem susto é que essa conquista coloca novamente o Cruzeiro na condição de favorito ao heptacampeonato.