Sofrido e com a cara de Osasco

Sofrido e com a cara de Osasco

Bruno Voloch

21 de outubro de 2020 | 07h19

Nada é fácil para Osasco.

Ninguém poderia imaginar um 3 a 0.

Só que o jogo caminhava para isso e por méritos de Osasco. Foi quando o time achou que a coisa estava resolvida e aí acabou traído perdendo o controle da situação. Jogo feminino é assim. O emocional muda de lado numa bola e dá o tom da partida.

A inacreditável virada no terceiro set, quando abriu 14/6, aconteceu muito mais em função da ansiedade de Osasco do que por méritos de Bauru que aquela altura jogava na base da empolgação deixando a técnica de lado.

E funcionou.

A confiança mudava de lado e o que era certeza virou interrogação. Não bateu pânico, mas o oportunidade jogada fora martelava na cabeça das jogadoras de Osasco a cada ponto do adversário. E não era para menos.

O crescimento de Bauru foi natural. A vitória no ‘tempo normal’ uma simples consequência do que Osasco não fez no terceiro set.

O maior mérito de Luizomar de Moura foi ter arrumado a casa em tempo recorde para o golden set, maior vantagem de Osasco na final, ou seja, poder perder o jogo e ainda sim ser campeão. Na verdade fazer o que o time jogar como no primeiro e segundo sets e boa parte do terceiro.

Agressivo, sem baixar a guarda e com Tandara inspiradíssima, assumindo a responsabilidade, Osasco abriu 10/7 e não perdeu mais o domínio da partida conquistando o título.

A conquista tira um enorme peso das costas da comissão técnica e de parte do grupo.

Osasco não pode ficar tanto tempo sem ganhar e depois do que passou no terceiro set, pouca gente acreditava que o time pudesse reverter o quadro. Mas Osasco é assim ou tem sido assim nos últimos anos. Quando mais se espera dele, não vinga, e quando menos se espera, surpreende.

A única coisa que não muda é o peso da camisa.

 

 

 

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