Sub-23 é uma luz no fim do túnel, mesmo que tardia.

Sub-23 é uma luz no fim do túnel, mesmo que tardia.

Bruno Voloch

19 Agosto 2015 | 16h53

Após o fracasso na categoria infanto-juvenil, o inédito título mundial sub-23 representa uma luz no fim do túnel do vôlei brasileiro. No fim mesmo.

O evento, administrado pela FIVB, Federação Internacional de Vôlei, é recente e foi criado justamente para preencher o espaço entre o juvenil e o adulto.

Brazil players celebrating after winning 1st set

A comemoração é merecida e plenamente justificável, mas é bom deixar claro que o grupo do BRASIL campeão na Turquia é quase todo formado por jogadoras adultas, ou seja, apenas duas  juvenis, onde passa a atual crise do vôlei brasileiro, casos de Drussyla e Lorenne.

Rosamaria, destaque da seleção no mundial, jogou o Pan e é adulta. É conhecida do grande público com passagens por Pinheiros, Campinas e foi contratada recentemente pelo Minas.

Drussyla atuou a última Superliga pelo Rio e Gabi é titular de Osasco.

A levantadora Juma figurou nos treinos da seleção adulta em Saquarema. Naiane apareceu bem no Minas. Também titular na última temporada.

A comissão técnica é formada por Wagão, treinador do Pinheiros, e Hairton Cabral, de São Caetano.

Brazil coach Wagner Coppini Fernandes

Evidente que José Roberto Guimarães, indiretamente, fez parte da montagem desse grupo, nada porém que tire os méritos da dupla Wagão-Haírton, pelo contrário.

Os entusiastas não devem confundir as coisas. Alguns exageram, esquecem de olhar para trás e cometem o grave erro de achar que está tudo 100% na formação. Longe disso, talvez a mesma distância da túnel para a luz.

A questão é saber se essas jogadoras terão espaço e fundamentalmente capacidade para substituir as atuais atletas que compõe o grupo adulto atual.

No mundial sub-23 do México em 2013 o BRASIL não figurou nem entre os 4.

Daquele time, apenas Ellen, Rosamaria e Mara apareceram em 2015 na seleção adulta, sem esquecer que José Roberto Guimarães dividiu a seleção e Thaísa, Sheilla e Fabiana ficaram de fora.

Brazil's Juma Silva celebrating

Sendo assim, pensando em Rio 2016, apenas Rosamaria, se tanto, teria alguma chance. Se o raciocínio for Tóquio 2020, o cenário não é assim tão diferente.

Wagão e Haírton, esses sim, merecem maior reconhecimento. Ambos porém trocam a política pela dignidade.