Suelle: ‘Nunca vi torcida assim. Chegou a hora de pagar a dívida’.

Suelle: ‘Nunca vi torcida assim. Chegou a hora de pagar a dívida’.

Bruno Voloch

10 de março de 2016 | 13h48

Ela era, ou ainda é, uma das apostas de Osasco.

Suelle foi contratada no início da temporada fundamentalmente pelo bom desempenho e a regularidade com a camisa do Sesi. No esporte, assim como na vida, as vezes as coisas não saem como foram exatamente planejadas.

A jogadora viveu entre o departamento médico e a quadra a maior parte do ano.

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Hoje, na reta final da competição, Suelle enfim está 100%. Pronta, como ela mesmo afirma nessa entrevista.

Chama atenção nessa conversa com o blog o pensamento positivo de Suelle, a maturidade aos 28 anos e a sinceridade nas palavras. Suelle, numa atitude rara, deixa claro que ‘está devendo’, apesar das circunstâncias, e reconhece que chegou a hora de pagar a dívida em quadra.

Você ainda acredita que o time possa ‘desencantar’ essa temporada?

‘O cenário desta temporada é completamente atípico ao que o time de Osasco esta acostumado a vivenciar. Quem sabe essa seja a hora para acertar o que não esta funcionando. Confio muito no feeling do Luizomar e de toda comissão técnica. Acredito sim que vamos pra frente, e muito’.

Como encara a possibilidade de jogar contra o Rio a semifinal?

‘Como disse anteriormente criou-se uma situação antes nunca vista, jogar contra o Rio nas semifinais nos dá a possibilidade de enfrentá-las uma das vezes em casa. Na minha opinião a pressão foi toda pra lá. Lembrando que antes temos que bater o time de Brasília que vem em grande ascensão’.

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Osasco deposita muita confiança ainda em você. Por que as coisas não aconteceram como a Suelle esperava?

‘Esse ano completo 20 anos jogando voleibol e nesse tempo aprendi que nesse esporte joga bem quem treina muito, quem está 100% fisicamente e quem ama fazer isso. Alguns fatores me tiraram parte desses quesitos. Quando uma atleta se lesiona perde ritmo, fica pra trás e foi isso que vivi praticamente a temporada toda. Me apresentei no clube com meu ombro bem ruim, fruto dos quatro meses que estive na seleção, logo começou a passar um filme na minha cabeça da cirurgia que fiz no ombro e que quase me tirou do esporte. Quando estava quase tirando todo o prejuízo torci o joelho e para o “grand finale” uma torção de tornozelo. Se pudesse pedir musica no fantástico seria aquela da Xuxa sabe? Cabeça, ombro, joelho e pé’.

Você finalmente está 100% fisicamente?

‘100% e pronta, até que enfim’.

A Suelle pretende continuar no clube para a próxima temporada?

O que existe é uma grande dívida entre o Osasco e a atleta Suelle. Essa dívida é toda minha. Fui cuidada praticamente a temporada toda e não pude render o esperado. Quem sabe chegou a hora de pagar essa conta para depois pensar no meu futuro.

Por que a Suelle que encheu os olhos no Sesi ainda não jogou em Osasco?

‘Finalizando só gostaria de lembrar que na temporada 2013/14 passei praticamente o tempo todo tratando o meu ombro recém operado e pouco joguei. Na reta final lá estava eu, jogando bem e na final’.

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Você acredita em olho grande? Como justificar tanta contusão?

‘Acredito que tudo o que tiver para acontecer vai acontecer, temos que aprender com as lições que a vida nos dá, experiências boas e ruins fazem parte do grande prazer que é viver. O truque é encarar tudo da melhor forma possível e nunca desistir. Olho grande? Tenho coisas bem mais importantes pra me preocupar nessa vida’.

Qual mensagem você deixaria para o torcedor de Osasco nesse início de playoff?

‘Já joguei em praticamente todos os grandes clubes aqui no BRASIL e nunca vi uma torcida tão apaixonada apoiar um time assim. Minha mensagem é: eu acredito.’

 

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