Superintendente da CBV desmoraliza Fair Play financeiro, mas Comissão questiona ‘recibos’ do Curitiba/Vôlei

Superintendente da CBV desmoraliza Fair Play financeiro, mas Comissão questiona ‘recibos’ do Curitiba/Vôlei

Bruno Voloch

16 de julho de 2020 | 07h54

É um escárnio, porém nada surpreendente, a declaração do Superintendente da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, Renato D’Avila.

Após a reunião virtual com os clubes que tratou da Declaração de Regularidade Financeira, o tal fair play, o resultado teria sido positivo. Isso, segundo o dirigente, que afirmou: ‘algum detalhe ou outro que ficou faltando será resolvido em breve’.

Como assim?

Quer dizer que 5 jogadoras de Curitiba, ou seja, quase metade de um time, não assinam o fair play e assumem diretamente que não receberam os salários devidos é detalhe?

Caro Renato, uma negociação unilateral, que é o caso, é uma decisão que beneficia apenas um dos lados em questão, é um tipo de negociação onde os interesses de um dos envolvidos é valorizado em detrimento do outro, ou seja, que sem a participação de outra pessoa, um dos lados toma resolve da forma que lhe é mais conveniente.

Até onde o blog chegou, documentado, foi que o fez Curitiba.

A história não bate. Tanto que não bate que a Comissão de Atletas exigiu que a CBV, fazendo mais uma vez vista grossa, ouça os dois lados. Cada jogadora dará seu relato dos fatos.

A covardia sem precedentes da entidade e a fala do Superintendente em questão evidenciam o despreparo da entidade e a falta de sensibilidade. Qualquer um, até leigo no assunto, enxerga onde está a razão. Caso contrário, ainda que tenha apresentado ‘recibos’ de quitação dos débitos na reunião, a representante de Curitiba não teria pedido dias antes via email, que o blog teve acesso, a assinatura das ‘prezadas’ jogadoras.

O fim desse imbróglio, conhecendo a CBV e a forma como as coisas são conduzidas pela atual gestão, é previsível. O despreparo de Renato D’Avila enterra e desmoraliza de vez o fair play financeiro.

 

 

 

 

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