Superliga completa 25 anos de goteiras.

Superliga completa 25 anos de goteiras.

Bruno Voloch

01 Dezembro 2018 | 08h29

Barueri registrou mais uma triste e vergonhosa página na história da Superliga.

Por causa das goteiras, o jogo entre o time da casa e Osasco acabou sendo suspenso após o visitante abrir 1 a 0. Esse foi o segundo caso registrado na competição em menos de uma semana quando Itapetininga e Taubaté deixaram de se enfrentar pelo mesmo motivo.

O mais assustador é a naturalidade como o episódio foi encarado pelo supervisor de Barueri ao falar sobre as poças d’água em quadra. Inaceitável o despreparo daqueles que se julgam profissionais. E não adianta culpar a natureza e achar que os buracos no telhado nasceram da noite pro dia.

É simplesmente inadmissível, por maior que fosse a intensidade da chuva, ter um jogo paralisado por conta das goteiras. Imagens que se correrem o mundo viram piada e depõe contra o vôlei brasileiro.

Isso sem falar na decepção dos patrocinadores que esperam ansiosamente os jogos da TV e acabam vendo suas respectivas marcas sendo expostas ao ridículo, o que exatamente aconteceu.

A CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, precisa ser cobrada.

É da entidade a responsabilidade de vistoriar os ginásios pelo BRASIL afora. Fatos como esse registrados no José Corrêa, comum, segundo os administradores, nos levam a acreditar que nem todos os clubes estejam de fato enquadrados e atendam as exigências do caderno de encargos do regulamento elaborado pela CBV.

Barueri é apenas mais um.

A vistoria, se feita, foi nas coxas, mas é óbvio que ninguém examinou a cobertura do local, assim como deve ter passado batido dezenas de falhas por outros ginásios sem a mesma pompa que Barueri ostentava.

E ninguém será punido.