Superliga Feminina: 2 vão sobrar

Superliga Feminina: 2 vão sobrar

Bruno Voloch

12 de novembro de 2019 | 08h12

A Superliga Feminina que começa hoje será em tese mais equilibrada e menos previsível que a masculina.

Isso porque 6 times, metade dos participantes da competição, poderão estar nas semifinais: Minas, Praia, Rio, Osasco, Bauru e Barueri. Previamente classificados para os playoffs, apenas 4 avançarão, ou seja, 2 vão sobrar.

As finais dos estaduais, principalmente em São Paulo, mostraram recentemente que a diferença de investimento entre alguns clubes não resolveu dentro de quadra. Osasco e Bauru que o digam.

No papel, o Praia é o melhor elenco da Superliga. Fato. Aparentemente, leva vantagem pelas opções que Paulo Coco tem no elenco.

O Minas, atual campeão, não é o mesmo. Perdeu força nas pontas. Ganhou muito com Thaísa no meio, melhor contratação, e a base com Macris, Carol Gattaz e Léia será fundamental. Bruna terá que responder sem Gabizinha e Natália, responsabilidade que não tinha no passado. Sheilla é esperança e em forma, dará resultado.

No Rio, conhecido colecionador de problemas físicos, o desafio é fazer Tandara jogar.

Jogar e aguentar o tranco de 6 meses de competição. Ela é peça fundamental no esquema de Bernardinho.

Drussyla é outra que não conseguiu ser a mesma depois da lesão, ainda não curada, na canela. A líbero Natinha tem a chance da carreira. No meio, Juciely, Lara e Milka travarão ótima disputa.

Osasco decepcionou na decisão paulista. Luizomar terá que adaptar rapidamente Bjelica na ponta, ou fazer a sérvia voltar para a saída e ganhar Casanova na inversão no banco. Nesse caso Ellen é a primeira opção. Jaqueline foi uma boa surpresa e parece sob controle, algo surpreendente em tão pouco tempo. Roberta está deslocada e nitidamente sentindo o ambiente diferente de quase uma década no Rio, o que é normal. Ela e Bia, juntas de novo, precisam também responder, o que não rolou no Rio.

Mara aprovou.

Bauru não.

O elenco é forte, com uma excelente levantadora, Dani Lins, mas errou na estratégia de manter Anderson. O fracasso no paulista passou batido. Bauru apostou tudo em Polina, exímia atacante. Boa e temperamental. A americana não é jogadora de definição, no máximo, composição, isso se Anderson não estragá-la. Tifanny ainda pode ser o diferencial, mas a questão pessoal como treinador, que abertamente não simpatiza com a jogadora, prejudica a atleta que tem que ser ponta. Só ponta.

Bauru, dos 6, é o mais fraco de centrais, outro erro dos dirigentes.

Por fim, Barueri, aquele tem menos cobrança e jogará sem pressão.

É longe o que menos investiu, mas a conquista do paulista muda o patamar do time que obrigatoriamente tem que ser incluído na lista dos 6. Lorenne pode e deve ser cobrada como estrela da companhia. Ela tem obrigação de fazer a diferença. Será interessante.

Se repetir o padrão de jogo apresentado no estadual, vai incomodar muito.

O outro pelotão da Superliga tem Pinheiros, Flamengo e Fluminense basicamente com o mesmo cenário do grupo acima, mas são 3 para duas vagas nos playoffs. É o máximo que esses aí podem sonhar. Daí não passam.

Devem, como de costume, beliscar alguns sets dos grandes. Se inspirados, até ganharão um ou outro jogo, mas nada que possa ser significativo em termos práticos e resultado final.

Os 3 devem estar atentos ao bom e competitivo Curitiba que não pode ser descartado no G8.

Valinhos e São Caetano dificilmente resistirão.

 

 

 

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