Surra, freguesia e outro nó

Surra, freguesia e outro nó

Bruno Voloch

25 de novembro de 2020 | 08h36

O dicionário diz que nó tático é um componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir uma meta desejada. Um caminho para realizar um plano.

A surra de Osasco em Bauru passa pela justamente pelo esquema montado por Luizomar de Moura e sua comissão técnica. É bem verdade que não é difícil superar o estudioso Rubinho, mas não dá para tirar os méritos dos vencedores.

Osasco, inteligentemente, optou em ‘matar’ as ponteiras de Bauru. Saque estudado e direcionado. Deixou apenas as centrais livres para jogarem e lógico que ela não resolveriam, como não resolveram.

Assim construiu a vitória.

Só não venceu por 3 a 0 porque Jaqueline errou uma bola de xeque no fim do terceiro set. O pior, para Bauru claro, é que se o time soubesse o que estava por vir, não teria se esforçado tanto para empurrar a partida para o quarto set.

O que se viu em quadra foi constrangedor.

Osasco atropelou e simplesmente não tomou conhecimento de Bauru. Passou por cima, numa autêntica surra com 25/11.

Surra e nó tão visíveis como a evolução tática e técnica de Osasco. Há muito tempo o time não tinha um início de Superliga tão promissor. Equilíbrio talvez seja o termo mais adequado.

Roberta, que fez 4 pontos, tem ditado o tom com maestria e dividido literalmente a responsabilidade. Osasco, diferente do que se imaginava, não tem sido só Tandara.

O que aconteceu contra Barueri e São José realmente não foi coincidência e se repetiu, guardadas as devidas proporções, diante de Bauru quando a imprevisível e cada vez mais confiável Gabi Cândido marcou 18 pontos, Tandara 17, Jaqueline e Mayany 14 e Bia 7.

 

 

 

 

 

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