Tabu, prejuízo e constatações óbvias no vice do BRASIL para os Estados Unidos

Tabu, prejuízo e constatações óbvias no vice do BRASIL para os Estados Unidos

Bruno Voloch

07 de julho de 2019 | 11h55

O desfecho foi igual, o tabu sem ganhar nada desde 2017 está mantido, mas foi muito melhor do que a maioria, inclusive a comissão técnica, poderia imaginar.

E o BRASIL talvez fosse além caso Natália não tivesse se lesionado no segundo set.

Talvez.

Fato é que não dá para cravar que o BRASIL sairia de quadra campeão se Natália tivesse atuado normalmente, até porque Larson e Dixon mudaram a maneira de jogar dos Estados Unidos que saiu de um 0 a 2 para ser merecidamente campeão no tie-break.

Vitória tática de Karch Kiraly que foi perfeito nas alterações.

Conquista que comprova a necessidade de ter uma oposta, algo que o BRASIL não teve e foi enganado na maior parte do tempo com os lampejos de Paula Borgo.

Lorenne não comprometeu, não fez feio na final, mas Andrea Drews coloca as duas no bolso com direito a troco.

O improvável título traria consequências ruins para o futuro da seleção brasileira.

A inevitável euforia iria mascarar graves deficiências, constatações que saltam aos olhos e que só o técnico José Roberto Guimarães  se recusa a enxergar. A VNL é mais uma competição que mostrou ser simplesmente injustificável a permanência de Amanda na seleção, justamente a eventual substituta de Natália e que saiu com 0% de aproveitamento tendo recebido 6 bolas para então bancar para Tainara

Não dá mais. Que sirva de lição.

Isso só não é mais grave que o risco de ficar sem Natália no pré-olímpico daqui a 20 dias. Aí sim, um prejuízo gigantesco, incomparável com a derrota na final da VNL.

 

 

 

 

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