Taubaté não está nas mãos da CBV. É justamente o contrário. A CBV está nas mãos de Taubaté

Taubaté não está nas mãos da CBV. É justamente o contrário. A CBV está nas mãos de Taubaté

Bruno Voloch

07 de julho de 2020 | 08h56

Taubaté vai jogar normalmente a Superliga 2020/21.

Dia 15, em tese, é a data estipulada pela CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, para os clubes que pretendem jogar a Superliga apresentarem a Declaração de Regularidade Financeira.

Esquece.

O blog crava que se os grandes, principalmente eles, precisarem de mais tempo, ganharão automaticamente prazo maior para quitarem suas respectivas dívidas.

Caso, por exemplo, de Taubaté.

O clube tem se empenhado nos bastidores e buscando parcelar pendências com alguns jogadores, entre eles Leandro Vissoto, Lipe e Mohamed. O restante do grupo, até onde o blog chegou, já aceitou as condições de Taubaté.

É provável que os 3 acima acabem cedendo e assinem o que for preciso.

Não tem para onde fugir, ainda mais tratando-se de BRASIL onde a justiça é lenta e os processos se arrastam por décadas com recursos de ambos os lados.

Definitivamente não é um bom negócio.

É pegar ou largar.

Não é Taubaté que está nas mãos da CBV, é a CBV que está nas mãos de Taubaté.

Se o clube, atual campeão da Superliga, pensar em jogar a toalha, simplesmente metade da seleção brasileira estaria desempregada. E pior, sem perspectiva de transferência para o exterior, com os times europeus devidamente montados.

Numa atitude mais drástica, caso não haja acordo, Taubaté poderia muito bem mudar o CNPJ e recomeçar pela Superliga C.

Certo?

Só que não dá para imaginar Bruno, capitão, filho de Bernardinho e estrela da companhia, sendo repatriado para jogar a terceira divisão.

Por essas e outras o torcedor de Taubaté pode dormir tranquilo.

A CBV, que paga pela gestão passiva, não tomará nenhuma medida mais drástica nesse episódio.

Duvido. Pode apostar.

Não é esse o perfil daqueles que dirigem a entidade.

Lamentavelmente, o tal fair play financeiro, por culpa deles, nunca foi levado a sério no BRASIL.

E não seria agora.

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