Título muda status de Renan e exorciza qualquer fantasma que ainda atormentava o técnico da seleção brasileira

Título muda status de Renan e exorciza qualquer fantasma que ainda atormentava o técnico da seleção brasileira

Bruno Voloch

12 de maio de 2019 | 08h53

O título da Superliga era tudo que Renan Dal Zotto precisava na carreira como técnico.

É o mais importante resultado do treinador, superando inclusive o vice-campeonato mundial dirigindo a seleção brasileira no ano passado na Itália.

O trabalho dele até então gerava desconfiança.

Renan não é e não será unanimidade. Isso é fato.

Só que a conquista por Taubaté muda merecidamente o status dele.

Renan foi um dos responsáveis pela transformação no clube em menos de 3 meses.

Com exatamente o mesmo elenco que fracassou nas mãos de Castellani, soube unir um grupo desmotivado e de certa maneira acomodado, recuperou a confiança de nomes importantes como o levantador Rapha e o adormecido Lucão e foi decisivo na recuperação física e técnica de Lucarelli.

Apostou em peças já descartadas pela própria diretoria, como Leandro Vissoto e Conte, e que acabariam sendo determinantes nos playoffs, cada uma a sua maneira.

Trabalhou o lado emocional com habilidade.

Renan, coincidentemente, encontrou na final Rubinho, justamente o cara que foi braço direito de Bernardinho e indicado pelo ex-treinador para ser sucessor na seleção, o que acabaria mais tarde sendo vetado pela CBV, Confederação Brasileira de Vôlei.

A vitória exorciza de vez qualquer fantasma que ainda atormentava o técnico.

 

 

 

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