Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Fim do jejum com as horas contadas.

Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Fim do jejum com as horas contadas.

Bruno Voloch

21 Agosto 2016 | 08h05

Agora não tem jeito. Tudo conspira a favor. A agonia parece perto do fim. O jejum de títulos da seleção masculina está com horas contadas.

Bernardinho não está errado.

LuizFelipeMarquesandSrgioDutraofBrazilcelebratetheirplaceinthequarterfinals

A classificação da Itália para a decisão, vitória de 3 a 2 contra os Estados Unidos, era tudo que o BRASIL sonhava. Freguês de longa estrada, que jamais conquistou os jogos olímpicos e que treme sempre diante da seleção brasileira quando se encontram na final.

Não dá para ser diferente domingo.

Quem conhece sabe que os jogos olímpicos são divididos em duas partes: fase de classificação e sempre temido mata-mata.

É nesse hora, como costumam dizer, que se separam os meninos dos homens. É nesse momento que os grandes fazem a diferença.

É quando conta a tradição, camisa, experiência e principalmente o retrospecto entre as seleções que se enfrentarão, perfeito para BRASIL e Itália.

Ricardo Lucarelli Santos De Souza and Sergio Dutra Santos of Brazil

A Itália não vence a seleção brasileira numa decisão desde 1995, ou seja, 21 anos. Na ocasião os italianos fizeram 3 a 1 no Rio de Janeiro na Liga Mundial. A Itália tem duas pratas e três bronzes no saldo das suas dez participações em Olimpíadas. Uma dessas derrotas aconteceu para a seleção brasileira em 2004 em Atenas.

A seleção tem tudo nas mãos novamente. Não tem como deixar escapar agora. Não dá para ficar pensando nas frustrações de Londres, do mundial da Polônia e das últimas edições da Liga Mundial.

O BRASIL chega em ascensão, joga em casa, conta com o apoio da torcida, é superior tecnicamente e mais experiente.

ItalianplayerscelebratewithheadcoachGianlorenzoBlenginitheirclassificationtothefinals

A Itália, apesar da surpreendente campanha no Rio, não é uma seleção confiável e foi salva pelo gongo contra os Estados Unidos. Chegam com a sensação de que já foram longe demais.

Os italianos historicamente sentem demais a pressão de enfrentar o BRASIL. Respeitam demais a seleção de Bernardinho. Respeitam não. A Itália joga com medo.

Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.