Vento que venta lá, venta cá

Vento que venta lá, venta cá

Bruno Voloch

05 de outubro de 2020 | 09h59

Ninguém pode chorar.

Clubes, dirigentes, técnicos e jogadores de uma maneira geral estão no mesmo barco. Os empresários, sem generalizar e salvo raríssimas exceções, idem.

As recentes notícias envolvendo partidas e chegadas de jogadores, aparentemente comprometidos, trazem de volta uma antiga discussão.

Carregando esta questão para o âmbito da comunicação, há uma pergunta que pode ser feita a partir do tema: uma empresa é eficiente porque se comunica bem ou comunica-se bem por ser eficiente?

No jogo em que causas e consequências se mesclam muitas vezes não é necessário entender as partes envolvidas. Cada um defende seus interesse, ensaia o discurso com antecedência e se vê com a razão, financeiramente ou tecnicamente falando.

O outro lado também.

Resumindo.

É uma tremenda hipocrisia achar que alguém pensa no próximo no vôlei.

O que está escrito, assinado ou apalavrado muitas vezes não conta. Quem hoje contrata ri, quem fica na mão se vira. É importante ressaltar que o mesmo direito que o atleta tem de pedir para sair, o clube tem de dispensar.

Seja hora que for.

Há casos de comum acordo, o famoso bom para os dois lados.

Há casos de deficiência técnica, o conhecido gato por lebre, especialmente envolvendo os clubes do exterior que recebem material editado e obviamente acabam não tendo a entrega prometida em quadra, até porque não existe.

Se queimam de uma vez só o atleta e o empresário. Enganam meia dúzia de trouxas e fecham as portas. Os famosos malandros às avessas.

O BRASIL é o único caminho, literalmente falando.

 

 

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