Volta às aulas no Liberatti

Volta às aulas no Liberatti

Bruno Voloch

09 de dezembro de 2017 | 08h47

Como o torcedor se ilude e se deixa levar pelo passado.

O maior clássico do vôlei brasileiro, dessa vez, foi uma autêntica pelada. Há muito tempo não se via um Osasco e Rio tão ruim e fraco tecnicamente.

É preciso separar as coisas. Não confunda com rivalidade e emoção. Esses são ingredientes que dificilmente faltarão quando esses dois times se enfrentarem.

O que ambos fizeram em quadra talvez ajude a explicar a liderança folgada do Praia Clube na Superliga.

O passe, fundamento básico do vôlei, aquele que se ensina e teoricamente se aprende nas escolinhas, decidiu a partida.

Osasco e Rio brigaram para saber quem seria pior. Osasco, comandado pela peruana Leyva, venceu por pequena vantagem. Venceu principalmente porque Bernardinho percebeu que com Peña em quadra não iria longe.

Kasiely deu um mínimo de estabilidade ao Rio.

O torcedor não se engane e não se prenda aos números. Ser a maior pontuadora não necessariamente significa ser a melhor em quadra.

Mari Paraíba e Bia foram as mais regulares de Osasco. A líbero Tássia não pode ser esquecida.

Vivian e Kasiely juntas derrubaram menos bolas do que Monique e Drussyla. E daí? Se não fosse elas o Rio nem teria chegado ao quinto set.

Se Leyva e Peña brigaram disputaram ponto a ponto para ver quem seria a pior, Leyva ganhou porque ficou mais tempo em quadra, Juciely escapou por pouco. A central do Rio anda mal das pernas.

Osasco não pode lamentar o resultado.

Diferente do que os números sugerem, o lance que decidiu o clássico aconteceu no quarto set. Tandara poderia ter marcado 17/14 mas ficou no bloqueio simples de Kasiely.

Seria 3 a 1. Fácil.

Não era necessário passar pela desagradável experiência de abrir 5 a 0 no quinto set e perder o jogo.

 

 

 

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