Basquete no Corinthians – Longe do passado

Estadão

04 Fevereiro 2010 | 23h03

POR FABRÍCIO LIMA
JORNAL DA TARDE

SÃO PAULO – O Corinthians montou seu time de basquete em 1928. E ao longo da sua história o time alvinegro viveu pelo menos uma marcante e sólida fase de glórias.

Bicampeão do mundo com a seleção brasileira, Wlamir Marques foi o capitão dessa época de conquistas. Hoje, o clube mantém as categorias de base, mas não tem um time adulto. Falta dinheiro.

Aos 24 anos, o campeão mundial em 1959 (no Chile) trocou o XV de Piracicaba pelo Corinthians. A proposta foi feita pelo então presidente Wadih Helou. “Cheguei no dia 1.º de maio de 1962. Depois, chegaram outros jogadores da Seleção, o Ubiratan, o Rosa Branca, o Edvar… A gente já se conhecia bem.” No ano seguinte, viria o bicampeonato mundial do Brasil, jogando em casa.

Com parte da seleção no clube, os títulos vieram fáceis para o Parque São Jorge. Foram sete conquistas do Metropolitano, de 1964 a 1970. “Naquela época tinha basquete na capital, jogava o Sírio, o Palmeiras… Muita rivalidade”, recorda Wlamir. “Hoje, se você quiser ver basquete em São Paulo é só em clube da alta sociedade, é no Pinheiros, no Paulistano. O povo não vai.”

Em 1966, o time alvinegro foi vice-campeão no primeiro Mundial Interclubes. No início dos anos 70 o departamento fechou. Em 1983 e 1985, a equipe voltou para ganhar o Paulista com craques como Adílson e Gérson. Depois disso, outra vez o basquete adulto parou. Retornou em 1995 com Oscar Schmidt e o time faturou o título brasileiro de 96. Eram tempos em que o ginásio lotava.

Às vésperas do centenário, o basquete corintiano só tem atividades nas categorias de base. A diretoria ainda sonha com um patrocínio para contar de novo com uma equipe adulta na liga nacional. “Faltou vontade política dos dirigentes que passaram”, garante Wlamir Marques.

Texto publicado no ‘Jornal da Tarde’ de 18/12/2009, em caderno especial