Grandes ídolos – Idário

Estadão

31 de janeiro de 2010 | 17h47

idario420 Ana Carolina Carter divulgacao

SÃO PAULO – A lateral direita do Corinthians também conheceu outro peso-pesado na posição. Idário Sanches Peinado, chamado de Sangue Azul pela sua ascendência espanhola, defendeu as cores do Corinthians em 468 jogos entre os anos de 1949 e 1959. Uma década. Raçudo e valente, ouvia o seguinte grito das arquibancadas do Pacaembu: “Pega ele, Idário, pega ele…”

Marcador implacável, atendeu a vários desses pedidos e ganhou a fama de “grosso e carniceiro” entre os rivais. Mas sabia jogar. Duelava de igual para igual com o palmeirense Rodrigues e o são-paulino Canhoteiro nos anos 50. “Eu podia driblá-lo dez vezes, mas sabia que ele viria 11 vezes em cima de mim”, afirmava Canhoteiro, amigo de Idário.

Idário integrou o lendário time campeão paulista de 1954, no Quarto Centenário. E jogou ao lado de craques inquestionáveis da história da equipe, como Gilmar dos Santos Neves, Carbone, Luizinho e Baltazar. Na partida do título, contra o Palmeiras, ele “brigou” com o médico que queria tirá-lo do jogo depois que recebeu uma forte bolada na cabeça. “Não me tire desse jogo não, doutor”, pediu.

Idário faleceu em setembro deste ano, vítima de problemas respiratórios. Tinha 82 anos e vivia em Praia Grande, litoral sul de São Paulo.

Texto publicado no ‘Jornal da Tarde’ de 18/12/2009, em caderno especial

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