O que é ser corintiano – 1

Estadão

21 de setembro de 2009 | 10h18

por Celso Unzelte*

Torcer para o Corinthians foi…

…mais que uma escolha, uma adesão a um sentimento muito bonito, cultivado pelo meu pai desde que ele chegou a São Paulo, vindo de São João da Boavista, sua cidade natal, em 1935. Tinha 7 anos incompletos quando, contrariando meu avô são-paulino, ele disse para o velho depois de um clássico em que o Corinthians ganhou do São Paulo, com gols do histórico artilheiro Teleco: “Meu time é aquele ali, de camisa toda branca.” Ainda bem que teve coragem de contrariar o pai dele. Ainda bem, também, que eu jamais tive a menor intenção de contrariar o meu.

Torcer para o Corinthians é…

…um grande desafio para quem trabalha diretamente com futebol. Para vencê-lo, procuro sempre lançar mão de um único recurso: a honestidade. Ela começa pela própria revelação do time para o qual torço. Além disso, não é por ser corintiano que eu vou deixar de ver um pênalti ou impedimento contra o meu time nem forçar a barra para enxergá-lo quando o lance for a favor. Se consigo isso ou não, somente quem acompanha meu trabalho poderá julgar. 

Torcer para o Corinthians será…

…sempre um grande prazer, ainda mais agora que meu filho Daniel, de 5 anos, está tomando gosto pela coisa. Juntos, já gritamos muito que “o Coringão voltou, o Coringão voltou”. Juntos, também, pretendemos gritar as muitas conquistas que estão por vir neste segundo centenário.

* Jornalista e historiador, trabalhou em diversos veículos como Placar, Netgol e ESPN, é autor do Almanaque do Timão

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