Os heróis de 1977 imortalizados na calçada da fama corintiana

Estadão

24 Outubro 2009 | 15h13


Basílio e Wladimir deixam suas marcas para a calçada. Werther Santana/AE

SÃO PAULO – O lance do gol do Corinthians diante da Ponte Preta na final do Campeonato Paulista de 1977 certamente é um dos momentos mais marcantes da história do clube. Aos 37 minutos do segundo tempo da partida no Morumbi, Zé Maria levanta a bola para a grande área em cobrança de falta, Basílio tenta o desvio de cabeça e, na sequência, Vaguinho acerta a trave. No rebote, Wladimir cabeceia e a zaga afasta nos pés de Basílio, que empurra para as redes e faz o gol do triunfo corintiano. A equipe do Parque São Jorge ganha por 1 a 0 e faz a festa de uma torcida que não gritava “É campeão” há 23 anos.

E, após mais de 32 anos da conquista histórica, a diretoria do Corinthians resolveu fazer uma justa homenagem aos ‘heróis’ que participaram do lance. Neste sábado, no memorial do clube no Parque São Jorge, Basílio, Wladimir e Vaguinho colocaram os pés na calçada da fama. Zé Maria está com seu espaço reservado no local, mas não compareceu no dia da inauguração. O técnico da equipe no título de 1977, Oswaldo Brandão, morto em 1989, recebeu homenagem póstuma.

Os ex-atletas ganharam ainda um pequeno quadro e uma caneca com o símbolo do centenário do time. Também receberam um convite para o navio do centenário, com viagem marcada para fevereiro de 2010.

“Esta é uma homenagem simples e humilde, mas foi a melhor maneira que encontramos para registrar este momento tão importante da história do Corinthians”, afirmou o presidente Andrés Sanchez.

“O que aconteceu hoje aqui mexeu mais comigo do que outras homenagens, foi realmente muito especial”, declarou Vaguinho. “Cada vez que lembramos daquele título de 1977 é um momento único”, disse Wladimir. “Fico extremamente realizado por estar aqui, é um orgulho ver a atual administração resgatar esta história”, declarou Basílio.

Leia o que está escrito no memorial de cada ‘herói’:

Zé Maria – Conhecido pela Fiel como Super Zé, devido a sua raça e amor ao manto alvinegro. Jogou 599 partidas pelo Corinthians, entre 1970 e 1983, e marcou 17 gols.

Basílio – Conhecido como Pé de Anjo, fez o gol que acabou com o jejum de 23 anos sem títulos. Jogou 253 partidas com a camisa do Corinthians, entre 1975 e 1987, e marcou 29 gols.

Vaguinho – Foi titular da ponta direita corinthiana por 10 anos. Participou do lance do gol que marcou a quebra do tabu. Jogou 551 partidas pelo Corinthians, entre 1971 e 1981, marcando 110 gols.

Wladimir – O jogador que mais vezes vestiu o manto alvinegro. Foram 805 jogos entre 1972 e 1985 e também 1987. Marcou 32 gols. Tinha grande técnica e enorme espírito de luta. Foi um dos líderes da democracia corinthiana no começo da década de 80.

Oswaldo Brandão – Dirigiu o time em 438 jogos, durante cinco passagens pelo Corinthians entre 1954 e 1981. Foi o técnico campeão do IV Centenário em 1954 e também o treinador do fim do jejum em 1977. Na manhã de 13/10/1977, procurou Basílio na concentração e disse que havia sonhado que ele faria o gol do título, como de fato ocorreu.