Rebollo, o pai do escudo

Estadão

18 de fevereiro de 2010 | 14h07

SÃO PAULO – Francisco Rebollo nasceu em 1902 e teve sua história de renomado pintor associada por toda vida ao Corinthians.

O escudo que conhecemos hoje foi elaborado por ele, no fim dos anos 30. A incorporação do remo e da âncora, representando um esporte que era febre no Brasil naquela época, foi ideia de Rebolo, que já havia acrescentado a bandeira paulista ao escudo.

A relação de Rebollo com o Corinthians remonta aos anos 20. Ele contava a todo mundo que havia jogado pelo clube do Parque São Jorge. Baixinho, dizia ter sido um jogador rápido e habilidoso e que foi campeão paulista do centenário da Independência, em 1922.

Não há registros disso, como mostrou o jornalista Celso Unzelte na pesquisa que fez para elaborar o Almanaque do Timão, livro que tem quase todos os jogos da história centenária do clube.

O artista morreu em 1980 e foi homenageado em 2002, ano do centenário de seu nascimento, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2009, ganhou outro presente póstumo: seu nome passou a batizar o salão nobre do Pacaembu.

Na ocasião, sua filha, Lisbeth, recebeu a placa das mãos do presidente Andres Sanches. Ela é doutora em Museologia pela Universidade de São Paulo e cuida do acervo do pai, que sempre lhe contava detalhes da época em que era jogador corintiano. Por isso, ela não tem a menor dúvida de que ele foi, de fato, um mosqueteiro.

Texto publicado no ‘Jornal da Tarde’ de 14/1/2010, em caderno especial

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