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Bizarrices

Cesar Sacheto

19 Outubro 2016 | 16h44

Considero ridícula e oportunista a tentativa do Figueirense de pegar carona na atitude reprovável do Fluminense – apesar de legal – e pedir a anulação da partida contra o Palmeiras, no domingo passado. A solicitação foi negada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Piacente, ouvido nesta quarta-feira na Rádio Estadão.

Houve erros de arbitragem nesse jogo? Sim. O time catarinense foi prejudicado? Foi. Mas as falhas verificadas na partida são questionáveis. Exemplo: o pênalti sofrido por Gabriel Jesus. Alguns comentaristas entenderam que houve a falta no palmeirense. O lance no atacante Dudu também dividiu opiniões. A irregularidade no início da jogada que gerou o segundo gol alviverde só foi observada bem depois e no replay. Já a falta cometida pelo lateral Egídio no atacante Rafael Silva parece ter sido vista por todos, menos pelo árbitro mesmo.

Após todas essas considerações, pergunto: a diretoria do Figueira tomaria a mesma atitude se os cariocas não tivessem se aproveitado de um detalhe técnico para buscar os pontos em um Fla-Flu que perderam em campo, já que o empate, se viesse, teria sido obtido com um gol irregular? Acho que não.

As duas últimas rodadas do Brasileirão nos deram mais um exemplo do total descomprometimento de homens que dirigem alguns dos principais clubes do País com valores que deveriam nortear a vida humana, tais como: honestidade, sinceridade, credibilidade, lisura e elegância. Sem falar na trapalhada do fraquíssimo árbitro Sandro Meira Ricci, que demonstrou total falta de personalidade.

Pelo menos, o presidente do STJD – órgão tão criticado e merecedor do descrédito dos torcedores – pareceu estar disposto a tratar o assunto com a seriedade que o mesmo merece. Vejamos se os colegas de tribunal estão em sintonia.